Desde que foi eleito presidente da comissão, Feliciano tem enfrentado protestos durante todas as suas sessões à frente da comissão.

A CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3) requerimento para fazer todas as reuniões daqui para a frente a portas fechadas, para “garantir a ordem”. Só será permitida a entrada de deputados, assessores e jornalistas.

“Dessa Casa tem sido cobrado trabalho. Não será para sempre”, disse o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da comissão e autor do pedido para que as sessões sejam restritas. “Faço com isso com o coração sangrando. Se não for desta forma, não conseguiremos trabalhar”, disse.

Desde que foi eleito presidente da comissão, Feliciano tem enfrentado protestos durante todas as suas sessões à frente da comissão devido a posições consideradas racistas e homofóbicas. Na semana passada, dois manifestantes chegaram a ser detidos pela Polícia Legislativa da Câmara, mas foram liberados no mesmo dia.

O deputado João Campos (PSDB-GO), que apoiou o requerimento, disse que pedirá para que a Polícia Legislativa da Câmara investigue se há manifestantes ligados a deputados contrários a Feliciano. Segundo ele, “não são manifestantes, são baderneiros”.

“Nós precisamos trabalhar. O que está sendo feito aqui com o incentivo de parlamentares é um desrespeito à democracia”, afirmou o deputado Pastor Eurico (PSB-PE), que tem apoiado Feliciano desde o início da sua presidência à frente da comissão.

[b]Repúdio a Maduro e Corinthians[/b]
Na reunião de hoje, também foi aprovado uma moção de repúdio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, por homofobia.

Em um discurso de campanha contra o candidato Henrique Capriles, Maduro fez insinuações sobre a homossexualidade de seu adversário. No último dia 12 de março, Maduro disse em Caracas: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Na sequência, Maduro beijou a mulher, a também alta dirigente chavista Cília Flores.

Também foi aprovado requerimento nesta quarta-feira para que Marco Feliciano visite os 12 torcedores do Corinthians presos na Bolívia, acusado de matar o torcedor Kevin Béltran em um jogo da Libertadores.

Ainda não foi definida a data da viagem, mas ela deve ocorrer provavelmente na terça (9) ou quarta (10) da semana que vem. Segundo o deputado, a intenção é trazer ao menos um dos presos de volta.

Na terça-feira, está prevista uma reunião de líderes partidários da Câmara, incluindo o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para tratar da permanência de Feliciano à frente da comissão. Sobre a coincidência da data da viagem com a reunião partidária, Feliciano disse que “ouvirá os líderes [partidários] de bom grado”.

[b]Fonte: UOL[/b]