Cerca de 500 participantes de 40 países, entre eles dez chefes de Estado ou Governo, participam a partir de hoje na Malásia da conferência “Diálogo Internacional de Langkawi”, que discute este ano a pobreza e o desenvolvimento.

O primeiro-ministro malaio, Abdullah Ahmad Badawi, destacou em seu discurso inaugural a necessidade de que os países africanos e asiáticos situem a erradicação da pobreza como o assunto mais importante durante as reuniões, informou a imprensa local.

Diante dos líderes de vários países de África e Ásia, lembrou que as 50 nações mais pobres do planeta representam 20% da população mundial.

Sobre a presença do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, Badawi afirmou que a conferência de Langkawi servirá para que alguns países aprendam com os modelos de desenvolvimento de outros, e não para discutir assuntos políticos.

O primeiro-ministro malaio também disse que o desenvolvimento das pequenas e médias empresas gera riqueza e emprego, e lembrou que a Malásia conseguiu reduzir sua taxa de pobreza de 50%, em 1970, a 10%, em 1990.

Participam da conferência, que terá cerca de 1.200 policiais desdobrados na ilha de Langkawi para garantir a segurança, representantes de Botsuana, Moçambique, Namíbia, Quênia, Uganda e Sudão, entre outros, assim como de países asiáticos como Vietnã, Bangladesh, Camboja e Tailândia.

O “Diálogo Internacional de Langkawi” começou em 1995 com o ex-primeiro-ministro Mahatir Mohamad, famoso por sua cumplicidade com Mugabe em sua retórica anti-Ocidente, com o objetivo de estreitar laços do Sudeste Asiático com as nações africanas, empobrecidas, mas ricas em matérias-primas.

Fonte: Último Segundo