O cardeal espanhol Julián Herranz anunciou ontem que o Vaticano está questionando o secretário da Congregação para o Clero, monsenhor Tommaso Stenico, de 60 anos, suspenso no sábado após declarar ser homossexual em um programa da televisão italiana.

Diante da reação, d. Tommaso se defendeu afirmando que declarou ser homossexual “para desmascarar aqueles que realmente são”.

“A Santa Sé é a mais interessada em fazer limpeza dentro de suas próprias estruturas”, declarou d. Julián, presidente emérito da Comissão para os Textos Legislativos do Vaticano em entrevista publicada pelo jornal La Repubblica.

A Igreja Católica exige celibato de seus sacerdotes e proíbe a homossexualidade, que define como “desordem grave”.

Fonte: Estadão