A presidenta do Conselho de Igrejas de Cuba (CIC), Rodhe González, condenou a recente regulamentação recomendada pela Comissão para Assistência a uma Cuba Livre, da administração estadunidense, que impede o Serviço Mundial de Igrejas (SMI) dos Estados Unidos de enviar ajuda humanitária ao povo cubano.

“Creio que nós seremos capazes, como sempre fomos, de sobrepor-nos a todas as situações, porque as relações entre as igrejas de Cuba e dos Estados Unidos são relações históricas”, disse a reverenda Gonzáles. Ela assegurou que nenhuma conjuntura humana “será capaz de distanciar-nos como igrejas”.

A comissão que assessora o governo norte-americano em matéria de políticas a respeito de Cuba, presidida pela secretária de Estado, Condoleeza Rice, enviou relatório ao presidente George Walker Bush recomendando que seja intensificada a regulamentação do envio de ajuda humanitária, com o intuito de assegurar que não vão para “organizações controladas, como o Conselho de Igrejas de Cuba”.

O presbítero Pablo Odén Marichal, diretor do Centro de Estudos do CIC e reitor da Paróquia Episcopal “Fiéis a Jesus”, de Matanzas, descartou o argumento empregado pelos Estados Unidos de acusar o CIC de ser uma instituição controlada pelo governo cubano.

Marichal foi presidente do CIC por cinco anos e nunca sentiu-se controlado. Ele destacou a solvência da relação entre o Conselho Nacional de Igrejas de Cristo dos Estados Unidos e o CIC. “É um vínculo muito antigo”, declarou o reitor paroquial ao correspondente de Monitor, Enrique López.

O diretor do Centro de Estudos do CIC recordou que as relações da igreja cubana com o CNIC e o SMI sempre foram desenvolvidas com o interesse de promover o ecumenismo na região, e que esses organismos apoiaram, além de projetos sociais, projetos eclesiais, como uma reconceitualização das missões.

O que se quer, continuou Marichal, é tratar de “matar o movimento ecumênico em Cuba, que é um dos mais fortes da América Latina”. Ele exortou tanto o CIC como o CNIC para que façam valer o direito de manterem relações independentes com as igrejas dos países.

Fonte: ALC