A direção da Suprema Corte Econômica de Belarus revogou, em 4 de novembro, todas as decisões judiciais relacionadas à Igreja Nova Vida. A notícia foi dada por Sergei Lukanin, advogado da igreja.

Segundo Sergei Lukanin, a Suprema Corte Econômica deve dar a sua sentença nas duas próximas semanas. “Esperamos que a direção decida em nosso favor, o que vai permitir que a igreja exista e se desenvolva legalmente no território de nosso país.”

A Igreja Nova Vida, uma das maiores congregações da Associação de Cristãos do Evangelho Pleno, com mil membros, obteve seu registro oficial em dezembro de 1992.

Em 2002, a congregação comprou de uma cooperativa camponesa um antigo estábulo em um terreno de quatro acres. Ela fez do estábulo uma igreja e entre 500 a 700 pessoas se reuniam lá para os cultos de domingo.

Mais tarde, a área onde estava a igreja foi adicionada ao território da cidade de Minsk. A prefeitura decidiu confiscar o terreno e ordenou que a Igreja Nova Vida vendesse o edifício à cidade. As autoridades alegaram que o plano geral de desenvolvimento para o subúrbio de Sukharevo, onde o edificio em questão está localizado, não incluía nenhum templo.

Greve de fome

A Corte Econômica da cidade de Minsk sustentou a ordem de confisco em outubro de 2005 e, em julho de 2006, um juiz da corte confirmou um processo da agência de Registro e Cadastro de Terrenos da cidade de Minsk. O processo ordenava que a comunidade vendesse o ex-estábulo para o comitê executivo da cidade por 37.581.476 rublos, cerca de 10 dólares por metro quadrado. As autoridades disseram que essa era o valor do prédio antes que a Igreja Nova Vida, sem permissão, o transformasse em um templo.

Em setembro, o vice-presidente da Suprema Corte Econômica Yevgeny Smirnov, rejeitou o apelo da Nova Vidas contra o confisco do terreno.

Em 5 de outubro, quatro dias antes da data-limite para esvaziarem o edifício, mais de cem membros da congregação fizeram uma greve de fome, e dezenas de pessoas faziam vigília 24 horas por dia dentro do templo. A greve de fome foi suspensa em 28 de outubro, depois que Viktor Kamenkov, presidente da Suprema Corte Econômica contestou a ordem de despejo.

A comunidade apelou ao presidente da Suprema Corte Econômica segundo o conselho de Oleg Proleskovsky, conselheiro presidencial de ideologia, que disse ao pastor da Igreja Nova Vida que o chefe do Estado havia estabelecido que a Igreja deveria ser ajudada.

Fonte: Portas Abertas