No dia 4 de maio, depois de semanas lutando, o bairro de Yopougon – último a ser a favor de Laurent Gbagbo – caiu para as Forças Republicanas da Costa do Marfim de Alassane Quattara (FRCI).

Parece, no entanto que a FRCI provocou um massacre na Igreja Batista em Yopougon, que está abrigando mais de 2.500 refugiados. A ONU está investigando o caso.

O escritório da ONU que coordena assuntos humanitários divulgou que mais de 2.500 pessoas que estão se deslocando internamente procuravam refúgio na vizinhança de Yopougon que foi atacada por homens armados. Segundo notícias, 54 pessoas teriam sido levadas a um posto de gasolina, não muito longe do bairro do incidente. Os escritórios da igreja, incluindo os remédios fornecidos pela organização Médicos Sem Fronteiras foram levados.

Segundo dados da ONU, as pessoas que estavam na Igreja atacada, permanecem sendo cuidadas pelos médicos que atendem no local, com tratamentos médicos para adultos e crianças. E também veio a informação de que 27 mil refugiados que estão em uma missão católica em Duékoué receberam comida após um atraso de 2 semanas. Mas, quase mil refugiados que estão em uma base evangélica não receberam a comida que era destinada a eles desde o fim de março. Felizmente o Comitê de Resgate Internacional (IRC) conseguiu distribuir alimentos para a entidade evangélica.

Na sexta, dia 6 de maio, Alassane Quatara tomou posse da presidência da Costa do Marfim. O ex-presidente Laurent Gbagbo está preso e separado de sua esposa. No mesmo dia, dois advogados franceses que chegavam para representar Gbagbo tiveram seus vistos recusados no aeroporto de Abdijan. Uma terceira advogada franco-camaronesa estava permitida para entrar no país para participar do caso, mas decidiu ir embora para Paris com os dois outros colegas. De acordo com a empresa para a qual os três trabalham, os advogados foram embora por acharem as “circunstâncias semelhantes a uma emboscada”.

Claramente podemos perceber que a situação humanitária e de segurança da Costa do Marfim continua terrível.

O colunista Thabo Mbeki, escreveu em uma coluna que espera que nem Gbabo e sua esposa e nem o povo da Costa do Marfim continuem sofrendo abusos e sendo vítimas de humilhações nesse sistema global que quando é interessante convoca os direitos humanos, mas sempre procura a dominação de muitos por poucos e que dispõe de grande poder político, econômico, militar e de mídia.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]