A criação por decreto presidencial do Conselho Nacional de Reconciliação e Paz, que ficaria em mãos do cardeal Miguel Obando y Bravo, despertou uma tormenta em setores religiosos.

O presidente da República, Daniel Ortega, esclareceu que trata-se de uma missão pastoral e não oficial.

Os líderes evangélicos das principais instituições e conselhos de pastores aguardam maiores esclarecimentos, antes de emitir opiniões. Alguns, contudo, animaram-se a expressar suas impressões pessoais, como o pastor da Igreja Apostólica Nacional, Ariel Quinto, que também integra o Centro Intereclesial de Estudos Teológicos e Sociais (CIEETS).

Quinto disse que a Nicarágua não está em guerra por criar tal Conselho. Mas o mais sábio, disse, teria sido a convocação de consulta com os setores religiosos, católicos e evangélicos.

Ele lembrou que, segundo o ultimo censo, os evangélicos constituem 33% da população nicaragüense, e “portanto, somos uma força representativa que deve ser ouvida. Minha igreja não se sentiria representada nessa comissão ou conselho”, disse Quinto.

O subdiretor do Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (CEPAD) e membro da Igreja Batista, professor Evenor Jerez, disse que o Conselho não seria má iniciativa, porque no país há muitos conflitos de terras que mataram muitas pessoas no ano passado. Ele entende que essa comissão desempenharia um bom papel sem substituir as instituições estabelecidas para receber reclamações de propriedades, e que procuraria a harmonia entre as partes em conflito, para evitar a via da violência.

Fonte: ALC