A crise que se abate sobre a humanidade não é apenas econômica, mas também espiritual e de valores, uma vez que milhões de pessoas se defrontam com a falta de oportunidade de vida, destacaram líderes religiosos uruguaios.

Eles participaram, na terça e quarta-feira, da Mesa de Diálogo Inter-Religioso do MERCOSUL, reunido em Montevidéu a convite do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai), regional Rio da Prata.

Em diálogos nacionais, o Clai recolhe proposições que levará à Cúpula de Presidentes, que se reunirá em Assunção no dia 4 de julho. O encontro teve o apoio do Ministério da Cultura do Uruguai e foi encerrado pelo vice-presidente da República, Rodolfo Nin Novoa.

A Mesa de Diálogo uruguaia propôs a abertura de espaços de diálogo entre as diferentes religiões e o Ministério da Educação e Cultura, uma vez que a liberdade religiosa é um direito humano. Propôs, ainda, a oferta de cadeira de história das religiões, para que uruguaios conheçam a pluralidade religiosa presente na sociedade.

O Estado uruguaio, apontaram, tem dificuldades de vínculos com o religioso e muitas vezes desconhece o rosto religioso. Assim, foi proposta a redação de documento que mostre a contribuição das religiões na construção social, em valores, trabalho e cidadania.

Mais de 30 representantes das igrejas Católica Romana, Anglicana, Ortodoxa, da Federação de Igrejas Evangélicas, da Comissão de Representatividade Evangélica, do judaísmo, do islamismo, das religiões afro, da Fé Bahai, do budismo dos Brama Kumaris e da Igreja Mórmon participaram do encontro.

Fonte: ALC