Kpa Kloh, era um cristão degar de 42 anos da aldeia de Ploi Ring, uma comunidade da província de Gialai, do distrito de Hbong, no Vietnã. No dia 12 de outubro de 2004, ele foi preso, torturado e enviado para a prisão da província de Phu Yen, porque foi acusado de divulgar as boas novas de Jesus Cristo, por ter assistido e participado da vigília de Páscoa, em abril de 2004.

O caso foi divulgado em um relatório da Fundação Montagnard, dedicada à preservação dos povos indígenas do Vietnã central, como forma de chamar a atenção internacional para a violação aos direitos humanos dos cristãos.

A fundação diz que depois da apreensão dele, a polícia de segurança vietnamita o torturou por diversas vezes. “Eles bateram nele, perfuraram a pele e o chutaram com botas militares. Eles o golpearam repetidamente com bastões e constantemente o machucaram por todo o corpo”, dizia o relatório.

“Parece como se o Vietnã realmente pretendesse matá-lo porque mesmo vendo que ele não tinha morrido, a partir de 8 de julho de 2007, eles intensificaram ainda mais a tortura. Eles bateram na cabeça dele com os bastões até o sangue escolher pelas orelhas dele, nariz e boca e até que ele caiu no chão completamente inconsciente. Eles o torturaram novamente no dia 10 de dezembro de 2007 e novamente no dia 9 de fevereiro 2008.”

O irmão Kpa Kloh morreu no dia seguinte, no dia 10 de fevereiro, em decorrência das severas e repetidas torturas praticadas pela polícia vietnamita. Ele deixou a esposa, R”mah H”Ne, e seis filhos. “De quem é a responsabilidade por fazer Justiça pelo povo indígena do Vietnã?”, diz a fundação.

A fundação lembra que no quinto capítulo da Constituição do Vietnã, que trata dos direitos fundamentais e deveres do cidadão, o artigo 72 diz que “ninguém será considerado culpado antes de ser julgado por tribunal competente e usar de plenos direitos legais de defesa”.

A fundação pergunta: “A quem se aplica esta lei? Esta lei só é válida para os funcionários vietnamitas ricos e as pessoas poderosas? E sobre as pessoas indígenas pobres e impotentes do Vietnã? Nós também não somos cidadãos do Vietnã? Por que o Vietnã não permite aos montagnards estes mesmos direitos?”

Além disso, o grupo questiona: “Se o governo do Vietnã viola suas próprias regras, quem castigará os funcionários do governo vietnamitas que violam a lei?”

Caso Kpa Kloh

“Os funcionários vietnamitas violaram a lei claramente neste ato cruel e desumano. Eles serão cobrados por sua responsabilidade? Quem será responsável pelas ações cruéis e desumanas cometidas pelos funcionários vietnamitas?”

“Como pôde a maioria dos governos mundiais que estão negociando com o Vietnã dizerem que o governo vietnamita melhorou os seus direitos humanos nos Altiplanos Centrais?”

Animais têm direitos. E as pessoas?

Recentemente, a Fundação Montagnard também declarou: “Nós, do povo indígena degar dos Altiplanos Centrais do Vietnã, oramos para que o nosso Deus todo poderoso toque os olhos do mundo de forma que eles possam ver, toque os ouvidos e corações deles de forma que eles possam ouvir e ter compaixão por esse povo.”

“Nós oramos para que o mundo saiba do que o nosso povo tem suportado nas mãos do impiedoso governo vietnamita e nos ajude. Nos Estados Unidos, muitas pessoas ficam chateadas quando sabem de abusos contra animais. É um crime sério machucar animais. Nós, da etnia indígena degar, não somos animais. Nós somos tratados de forma muito pior. Nós somos humanos, como todos os outros neste mundo. Estamos pedindo muito? “

Fonte: Portas Abertas