Um produtor de televisão que foi demitido da emissora americana CNN está processando a empresa sob as acusações de discriminação racial e religiosa. Omar Butcher, que é negro e cristão, disse que foi prejudicado no trabalho depois de corrigir seus colegas a não dizerem palavras que ridicularizem a fé.

O processo foi iniciado por Butcher contra a filial da emissora em Atlanta, na Geórgia (EUA), de acordo com documentos apresentados ao site Daily Mail. Nos arquivos ele se descreve como um americano negro e cristão devoto. Ele trabalhou na CNN entre 2010 e julho do ano passado, quando foi demitido.

Butcher diz que se tornou alvo de sarcasmo por alguns membros de sua equipe depois que os alertou a não usar “linguagens profanas”, como “Deus maldito”. Ele também pediu que seus colegas não “tomassem o nome do Senhor em vão” em sua presença.

Ele conta que depois de ter dito sua opinião, seus colegas de trabalho intensificaram o uso dessas expressões para incomodá-lo ainda mais.

O produtor também afirma que perdeu oportunidades de promoção por causa de sua raça. Ele conta que era frequentemente elogiado por seu trabalho na empresa, no entanto, apenas colegas brancos eram promovidos.

Em 2011, um outro produtor — branco e com menos experiência — foi promovido para o cargo que Butcher pedia aos seus supervisores. “O Sr. Butcher nem sequer foi entrevistado para esta posição”, afirmam os documentos.

Em outra situação, a função desejada por Butcher foi atribuída a um de seus estagiários — uma pessoa branca e sem uma experiência relevante. Enquanto isso, o produtor negro vinha sendo elogiado por seus resultados de qualidade.

Butcher está processando a CNN por discriminação racial e religiosa, depois de se queixar sobre o ambiente de trabalho hostil. Seu advogado reivindica a reintegração de sua posição anterior e o pagamento compensatório por salários futuros, benefícios e indenizações.

[b]Fonte: Guia-me[/b]