O governo do Tajiquistão está impondo ainda mais restrições à população, principalmente cristã. De acordo com a Rádio Free Europe (RFE), a liberdade dos meios de comunicação está comprometida e a repressão não vem de fora, mas de dentro do próprio país.

A verdadeira ameaça à estabilidade e aos valores do Tajiquistão são os movimentos recentes do próprio governo, para controlar a prática do islã, no interior do país, e marginalizar os grupos de oposição.

Segundo a Fundação Jamestown: “Ao marginalizar a oposição política e os muçulmanos piedosos do país, o regime está tomando um caminho potencialmente perigoso. Não está só pesando a mão contra o terrorismo, mas contra a população, com isso criando uma oportunidade ao Estado Islâmico, de ter mais credibilidade e legitimidade. O governo está afastando as pessoas comuns, que estão tendo suas vidas invadidas”.

Embora a instabilidade seja generalizada, em um país que sofreu uma guerra civil sangrenta, durante longos cinco anos, e isso ainda permanece na memória do povo, é ainda pior que o governo abandone o povo, de certa forma, e facilite o fortalecimento do Estado Islâmico.

“Se o regime perde a sua credibilidade com a população, sem dúvida, vai aumentar a violência. A liberdade religiosa no Tajiquistão já está bastante restrita e a situação está piorando. O regime pode ser alvo de extremistas islâmicos, mas na verdade, o alvo deste conflito será a população cristã”, analisa pesquisadores da Fundação. “A campanha deles é contra a religião em geral. Os cristãos já estão sendo interrogados e vigiados. Essa instabilidade só vai ter consequências mais negativas para a Igreja”, conclui o relatório de Jamestown.

[b]Fonte: Rádio Free Europe, Fundação Jamestown[/b]