Os fiéis da Terra Santa dedicaram o primeiro domingo de 2009 à oração pelo fim do conflito na Faixa de Gaza. A iniciativa partiu dos 13 patriarcas e líderes das Igrejas cristãs de Jerusalém, depois da declaração conjunta publicada em 30 de dezembro.

Não foi programado nenhum evento, mas somente a intenção de oração comum para todas as confissões.

Na cidade de Beit Sahour, a poucos quilômetros de Belém, cristãos e muçulmanos se uniram em passeata para manifestar contra as incursões israelenses.

Católicos, luteranos, ortodoxos e muçulmanos também arrecadaram fundos para enviar ajudas à Faixa de Gaza. “Os mortos de Gaza são o nosso povo”, afirmou o pároco da igreja latina de Beit Sahour, padre Faisal. “Este protesto que nos une é contra a guerra e a morte de civis, e queremos que se encontre logo uma solução.”

O sacerdote relata que as pessoas têm medo de sair de casa. “Na missa de ontem, por exemplo, havia somente religiosas”, afirmou.

Ontem à tarde, em Jerusalém, houve um momento de oração ecumênico na igreja dos dominicanos, organizado pela Coalizão Nacional das Organizações Cristãs.

O único sacerdote católico da Faixa de Gaza, padre Manuel Musallam, afirma que os soldados israelenses não distinguem mais civis e combatentes. “Trata-se de uma verdadeira guerra”, disse ele.

Pe. Mussallam afirma que os israelenses não somente atingem indiscriminadamente, mas estão usando armas novas e mais insidiosas: “Segundo o diretor do maior hospital de Gaza, os corpos chegam ao hospital com feridas jamais vistas em Gaza. Multiplicar os motivos de ressentimento dos palestinos, como Israel está fazendo, matando mulheres, homens e crianças que nunca pegaram numa arma, tem como único resultado distanciar ainda mais a paz”.

Fonte: Rádio Vaticano