Santos, mártires ou cristãos que viveram vidas exemplares podem contribuir para a unidade das igrejas nas quais nasceram? Um grupo internacional de especialistas vai debater esse tema em simpósio que terá lugar no Mosteiro de Bose, na Itália, de 29 de outubro a 2 de novembro.

A vida exemplar de muitos cristãos e cristãs ao longo da história da Igreja constituem um rico patrimônio para o movimento ecumênico. O simpósio internacional examinará como a recordação comum dessas testemunhas da fé pode contribuir para uma espiritualidade ecumênica.

A estimativa é que 80 teólogos e líderes católico-romanos, ortodoxos, protestantes e pentecostais participem do encontro. Entre os oradores cabe destacar a presidente do Conselho Mundial de Igrejas pela região da Europa, Dra. Mary Tanner. O arcebispo de Canterbury, Dr Rowan Williams, enviou conferência que será lida em seu nome.

“Existe uma consciência cada vez maior de que os testemunhos de fé de nossa época e do passado não pertencem unicamente a determinados grupos confessionais, mas constituem um patrimônio comum e uma fonte de inspiração para toda a cristandade e para aqueles que não são cristãos”, disse a executiva de programa da Comissão de Fé e Constituição do CMI, Tamara Grdzelidze.

Este simpósio, disse Grdzelidze, tem como objetivo compartilhar a riqueza da santidade e o martírio como se vive em várias tradições e contextos eclesiais, e examinar a forma como essa consciência pode levar à reconciliação e ao entendimento mútuo.

No simpósio será celebrada uma comemoração ecumênica dos testemunhos cristãos, no sábado, 1 de novembro, Dia de Todos os Santos na tradição do cristianismo ocidental.

O evento faz parte do projeto “Uma nuvem de testemunhas”, iniciado em conjunto pela Comissão de Fé e Constituição do CMI e o Mosteiro de Bose.

Fonte: ALC