Vários conflitos etno-religioso entre muçulmanos e cristãos aconteceram em Basilan, oeste de Mindanau, nas Filipinas por mais de três décadas.

A busca por autonomia, a reivindicação por terras ancestrais, e a incessante vingança tribal tem deixado povoados inteiros em ruínas e famílias fugindo do terror. Animosidade está presente entre os locais de Basilan, e isso pode somente ser curado caso o ciclo de violência e retaliação pare através de atos de compaixão e tolerância comum.

A Portas Abertas do sul de Filipinas contribui para este fim, patrocinando um workshop de três dias sobre Defesa da Paz. O programa de 2010 teve como tema: “Cristãos como Construtores da Paz”. Lá, 11 participantes se apresentaram no santuário da Igreja Evangélica Unida de Isabela. A maioria deles foram vítimas de conflitos passados.

“O workshop tornou-se um local para eles se esquecerem do passado aterrorizante e começar um novo período quando a paz genuína substituir o ódio”, disse Marlon, um trabalhador local que ajudou a Portas Abertas a organizar o evento.

Os participantes foram gratos pelo workshop e expressaram suas esperanças de ter mais igrejas envolvidas na promoção da paz em suas respectivas comunidades. Enquanto o workshop acontecia, os cristãos foram convidados a refletir nas suas próprias respostas quando em situação de conflito. Então caminharam em direção a absorção de uma concreta cultura de paz entre seus familiares, igrejas, locais de trabalho, e outras esferas de influência.

“O propósito é educar cristãos e líderes de igreja nos princípios fundamentais de conflito de gestão e na promoção da paz. Isso inclui tópicos, com bases escriturais, que explicam como podem participar na construção pacificadora da comunidade e defender sua importância”, Marlon acrescentou.

Enquanto o evento progredia, os cristãos compreendiam que Deus era a única fonte de paz verdadeira. “Entendemos que parte de nosso trabalho como cristãos evangélicos em Basilan é fazer um compromisso pessoal. A paz genuína começa em nossos corações, e deve desencadear um desejo em estender esta paz às nossas igrejas, comunidades e sociedades. Oramos por nossos corações e mentes para serem promotores da paz e para evitar futuros conflitos em Basilan”, disse um participante durante um grupo de discussão.

“Para sentir a genuína de paz em Basilan, precisamos da paz de Deus primeiro; a paz que transcende todo entendimento; que guardará nossos corações e mentes em Cristo Jesus. Para ter paz é preciso participar ativamente espalhando a mensagem do Evangelho”, disse o pastor Ronald Paulino, outro participante.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]