“Todos sofrem, mas compadeço-me em especial das crianças durante esse momento difícil”, disse um líder cristão, compartilhando com a Portas Abertas sobre a situação caótica em Gaza.

Ele disse: “As crianças acordam no meio da noite, chorando ou gritando de medo com as memórias que voltam à sua mente. Num confronto anterior, caiu um foguete bem em frente à nossa casa. Muitas crianças foram traumatizadas por conflitos anteriores em Gaza. Elas viram corpos espalhados nas ruas em que costumavam brincar. Agora, tudo acontece de novo”.

O líder da Igreja acrescenta: “O barulho dos bombardeios é aterrorizante. Às vezes, chamo-os de ‘a grande voz’ porque são contínuos. Você sempre ouve o barulho e nunca sabe qual edifício será o próximo a ser atingido”.

Em um e-mail, Suhad Massad, esposa de pastor Hanna Massad e líder do ministério da Sociedade Bíblica em Gaza, escreveu: “A igreja (Batista de Gaza) foi danificada quando a delegacia em frente ao prédio da igreja foi bombardeada. Nesse ataque, 40 pessoas morreram, mas a Igreja só teve alguns danos. As janelas da biblioteca quebraram, mas nenhum membro da igreja se machucou”.

O andar térreo do prédio da igreja (que tem mais cinco andares) foi danificado pela explosão.

O líder cristão acrescenta: “Felizmente, nenhum membro da igreja foi ferido, pois todos estavam em casa. Quase ninguém tem coragem de sair de casa, não se atrevem a ir a qualquer lugar”.

Estima-se que há atualmente 2.500 cristãos em Gaza.

Em dezembro, muitas famílias tentaram sair da cidade para visitar parentes e amigos na Cisjordânia, a fim de celebrar o Natal e fugir do conflito. Mas, de acordo com Suhad Massad: “Só os idosos receberam autorização para sair. Muitas pessoas de 18 a 35 anos não puderam deixar Gaza. Por isso, várias famílias estão separadas, o que é muito difícil. Pauline Ayyad (viúva de Rami Ayyad, gerente da Sociedade Bíblica de Gaza, morto em 7 de outubro de 2007) e seus filhos saíram da cidade em 27 de dezembro, e estão na Cisjordânia no momento”.

O outro cristão comenta: “Os que estão em Gaza, por vezes, não têm idéia do que está acontecendo. Muitas vezes ficam sem energia elétrica e, conseqüentemente, sem rádio, televisão ou internet. As pessoas telefonam para familiares e amigos que vivem fora de Gaza para se manterem atualizado sobre a situação da própria cidade”.

Mantenha a Igreja de Gaza em suas orações.

Fonte: Portas Abertas