Trinta milhões de egípcios se manifestaram pacificamente contra o presidente e seu regime ditador em 30 de junho, o primeiro aniversário de sua eleição. Entre eles havia muitos cristãos e muçulmanos moderados que, juntos, superaram o medo e saíram às ruas para protestar.

Como resultado dos protestos que derrubaram o presidente Mohamed Mursi, muçulmanos fanáticos deram início aos violentos ataques por todo o Egito. A Irmandade Muçulmana e outros grupos extremistas atearam fogo e destruíram prédios do governo e postos policiais. Eles também fizeram de seus alvos igrejas, organizações cristãs e casas de cristãos, e se propuseram a matar qualquer um que cruzasse seu caminho. Até o momento, queimaram 73 igrejas, além de dezenas de escolas e instituições cristãs.

Contatos da Portas Abertas no país confirmaram que, particularmente no Alto Egito, os cristãos vivem com medo – especialmente aqueles que vivem na zona rural onde os muçulmanos são a maioria. Eles não saem de casa temendo que, a qualquer momento, esses grupos violentos possam atacá-los e matá-los sem piedade; sejam jovens ou idosos. Um grande número de famílias perdeu tudo e fugiu apenas com a roupa do corpo. Tente imaginar você e sua família nessa situação! É necessário que cristãos de todas as partes possam se mobilizar para orar mais e clamar ao Senhor por seu povo no Alto Egito.

Os números de cristãos afetados são alarmantes. Muitos cristãos foram mortos, agredidos ou sequestrados como resultado da última onda de ataques. Incidentes isolados também foram relatados.

Desde o início dos acontecimentos violentos da semana passada, que atingiram a comunidade cristã egípcia, a Portas Abertas está trabalhando em parceria com as igrejas locais para ajudar e confortar aqueles que sofreram traumas e perdas inestimáveis.

Equipes de cristãos treinados têm ido visitar e orar com cristãos que tiveram suas igrejas, casas, lojas e terras confiscadas e queimadas em Minia, Assuit, Sohag, Luxor, Suez e Alexandria. Famílias cristãs no Cairo e Alto Egito têm ido fazer a identificação dos corpos de seus entes queridos alvejados e mortos. Outros 17 sequestros foram confirmados.

Residências temporárias e móveis são fornecidos para pastores cujas casas foram queimadas. Em parceria com as igrejas, as equipes têm identificado famílias aldeãs que perderam suas vacas e outros animais, sua principal fonte de renda, nos ataques.

Com a falta de segurança se espalhando pelo país, especialmente no Alto Egito, grande número de eventos e projetos para continuar fortalecendo e treinando igrejas locais, planejados para este mês, serão colocados em prática nas próximas duas ou três semanas. “Assim que possível vamos tentar fazer essas reuniões nas casas”, explicou um contato da Portas Abertas.

[b]Fonte: Portas Abertas Internacional [/b]