Caracterizada por um símbolo cristão, a organização humanitária Cruz Vermelha tem barrado as expressões de fé que acontecem dentro dos abrigos voltados para atender as vítimas das enchentes de Luisiana, nos Estados Unidos.

O oficial de reserva Argila Higgins foi orientado a deixar um abrigo da Cruz Vermelha em Luisiana, depois de orar com várias vítimas da enchente que assolou a cidade no dia 19 de agosto, informou o site Charisma News.

[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/right/top/smart/media.guiame.com.br/archives/2016/08/31/3741568659-oracao-em-luisiana-cruz-vermelha.jpg[/img]Enquanto carregava uma Bíblia vestido com seu uniforme, Higgins foi abordado por um supervisor da Cruz Vermelha, que informou que a organização não permite aconselhamentos espirituais em seus abrigos.

“O supervisor me disse que a Cruz Vermelha não é uma organização religiosa e não permite a interação religiosa com os assistidos”, disse Higgins ao Charisma News.

Embora ele não estivesse convencendo pessoas à aderirem ao cristianismo, ele foi obrigado a deixar o local. “Eu estava lá apenas para agradecer aos voluntários, oferecer orações e encorajamento”, disse Higgins.

“A compaixão cristã não foi recebida da maneira que eu esperava, lamentou o oficial.

Outras quatro famílias tiveram de deixar um abrigo da Cruz Vermelha por fazerem orações e leitura da Bíblia em suas camas, segundo informou um pastor de Albany, capital de Nova Iorque.

“Eles ficaram chateados e, literalmente, empacotaram suas coisas e me procuraram aqui”, disse o pastor, que preferiu não ser identificado. “Um funcionário da Cruz Vermelha disse a eles que não poderiam orar ou ler a Bíblia em público.”

O pastor contou que foi até o abrigo para questionar o procedimento. Ele foi recebido por funcionários da organização que o informaram que as pessoas no abrigo não estão autorizadas a orar ou ler suas Bíblias.

O Charisma News procurou a Cruz Vermelha Americana para saber se a proibição de atividades religiosas em seus abrigos é real ou não.

“Isso simplesmente não é verdade”, disse em nota a porta-voz da organização, Elizabeth Penniman. “As pessoas que estão em nossos abrigos são sempre bem-vindas a orar e se reunir entre si”.

“No entanto, reconhecemos o fato de que centenas de pessoas de diferentes origens partilham do mesmo espaço e têm sua privacidade limitada”, continuou Penniman.

[b]Fonte: Guia-me[/b]