Os prisioneiros cristãos da província de Punjab, Paquistão, receberam um presente surpresa de Natal: dois meses a menos na prisão.

Eles souberam disso por Mian Shahbaz Sharif, ministro em Punjab, que durante uma cerimônia de Natal em Lahore, anunciou uma redução de dois meses para as sentenças de prisioneiros cristãos, apenas.

Esses prisioneiros enfrentam acusações de casos civis e criminais, incluindo roubo, disputas, estupro, fraude e, para alguns, violação do Código Penal, principalmente as Seções 295 B & C, que muitos cristãos acreditam ser um pretexto para acusá-los. Muitos deles já foram condenados à morte ou tiveram que fugir para poder salvar suas vidas.

A Seção 295 B do Código Penal diz: “Qualquer um que destruir, danificar ou profanar uma cópia do Alcorão ou qualquer excerto do mesmo, ou usá-lo de forma pejorativa ou para qualquer objetivo ilegal, deverá ser punido com prisão perpétua.

O ministro anunciou que iria conceder 5.000 admissões em vagas especiais para os cristãos nas instituições vocacionais do país, para cumprir a cota de 5% para as minorias em trabalhos do governo e para dobrar a renda das famílias cristãs.

“Estamos envergonhados por causa do incidente em Gojra”, disse ele, fazendo referência ao trágico evento que aconteceu no dia 1º de agosto de 2009, no qual sete cristãos foram queimados vivos e 68 casas e duas igrejas incendiadas por extremistas muçulmanos.

“Todos os cidadãos no Paquistão são iguais. Ninguém deve considerar o outro como um cidadão de segunda classe; deveríamos trabalhar juntos pela prosperidade do país”, disse o ministro.

Kamran Michael, Ministro dos Direitos Humanos e das minorias, afirmou “O governo de Punjab está tentando criar uma atmosfera de paz e harmonia entre as pessoas de religiões diferentes. O ano de 2009 foi o pior para os cristãos paquistaneses, pois enfrentaram muita perseguição e sofrimentos, mas devemos permanecer firmes em nossa fé. Pela primeira vez, nosso governo está agindo em favor dos cristãos. Eles têm recebido açúcar pelo valor de 40 rúpias, enquanto, no mercado, custa 60. Há também um subsídio em outros itens de alimentação. Isso provavelmente terá um bom impacto na economia dos cristãos.”

Fonte: Missão Portas Abertas