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O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), tomou posse do cargo neste domingo (1º) determinando corte de gastos e cargos comissionados na estrutura municipal. Em seu discurso, agradeceu ao eleitorado evangélico sua vitória e citou o tio, bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal.

Crivella impôs como meta, em edição extra do “Diário Oficial”, a redução de 50% no gasto com cargos comissionados e de 25% nos contratos em vigor. O novo prefeito também criou um grupo para identificar casos de supersalários no município.

“As chamadas mordomias são uns dos símbolos mais execráveis de abuso do poder público. Nesse momento de grave crise, é preciso enfrentar essa questão”, afirmou em discurso na Câmara Municipal.

Crivella determinou também a auditoria nos gastos dos últimos oito meses de seu antecessor no cargo, Eduardo Paes (PMDB). O objetivo é avaliar se decisões administrativas tomadas pelo peemedebista geraram custos continuados para a nova gestão, o que é vedado por lei. Ele também determinou a análise de todos os contratos celebrados sem licitação ainda em vigor.

O novo prefeito solicitou ainda relatório sobre toda a carteira de investimentos previstos para este ano. Até nova ordem, os gastos com obras estão contingenciados, segundo o decreto que organiza a execução orçamentária.

No discurso, Crivella agradeceu aos eleitores evangélicos por sua eleição. “Segundo os institutos de pesquisa, 90% desses eleitores votaram em mim. Nem nos meus mais otimistas sonhos imaginava isso”, afirmou ele, que é bispo licenciado da Universal.

Ele também citou o líder da Universal, Edir Macedo, como autor da “mais linda frase” sobre a família. “Deus é pai, filho e Espírito Santo. Deus é família”.

Crivella impôs também metas para setores como saúde, educação e transporte.

[b]Quem é Marcelo Crivella, o novo prefeito do Rio de Janeiro[/b]

Marcelo Bezerra Crivella é prova viva de que brasileiro não desiste nunca: depois de ser derrotado em quatro eleições nos últimos doze anos, sendo duas delas à prefeitura do Rio de Janeiro, finalmente toma posse para a gestão da cidade de 2017 a 2020.

Sua carreira política teve início em 2003, quando foi eleito senador federal, cargo que exerce ainda hoje e que terá de abandonar para assumir a prefeitura. No cargo atual, Crivella foi um dos autores da proposta de emenda que isenta templos religiosos do pagamento de IPTU, bastante polêmica por sinal.

O engenheiro civil é conhecido por ser um ‘homem de fé’. Além de ser sobrinho do fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, ele foi missionário na África do Sul, além de ser bispo licenciado, autor e cantor gospel renomado, com discos lançados no mercado. Inclusive, o novo prefeito do Rio afirmou que pretende conciliar sua carreira musical com a prefeitura.

Tal característica de Crivella é bastante polêmica, já que, apesar de ter auxiliado na conquista de eleitores, a religião também foi vista como ponto negativo. Céticos questionam se ele terá a habilidade de, literalmente, separar a Igreja e o Estado, considerando sua relação próxima com a Universal.

Entretanto, o prefeito tem insistido no discurso de que não deixará suas crenças acima das necessidades municipais, declarando que continuará a financiar o Carnaval e a Parada LGBT, eventos importantes para a cidade, mas considerados profanos. Além disso, o político afirmou que não será tolerada a perseguição a religiões de matriz africana.

Mesmo com a negação de que a religião virá à frente da vida política, sua vitória eleitoral foi vista como um ponto de ascensão da influência evangélica na política nacional por diversos analistas políticos.

Por fim, vale destacar que Marcelo Crivella aposte, futuramente, em uma reeleição ou, ainda, na tentativa de subir para cargos ainda mais altos.

[b]Fonte: Folha de São Paulo e Último Segundo – iG[/b]