A Cruz Vermelha Internacional lançou ontem no Panamá a Aliança Global de HIV, um programa para combater o estigma e a discriminação nos temas relacionados com a aids.

A Aliança Global, conduzida pela Cruz Vermelha, foi apresentada na cidade do Panamá pelo representante especial da Secretaria de HIV e aids da Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, Mukesh Kapila.

Kapila disse que o objetivo da aliança é redobrar os esforços para, até 2010, aumentar a prevenção na região e reforçar o tratamento e apoio aos doentes, além de reduzir o estigma e a discriminação.

“Os princípios de humanismo e inclusão em relação ao HIV e à aids devem estar no coração de nossos esforços”, disse.

Ele confessou estar “decepcionado” por ver que, apesar do desenvolvimento social e econômico, a região mantém o estigma e a discriminação com os doentes de aids. E recomendou que as organizações locais da Cruz Vermelha identifiquem o problema nas áreas marginais e mais vulneráveis, como as prisões e as populações indígenas.

Também pediu a cooperação das comunidades, Governos e sociedades como um todo.

Para Kapila, a Aliança Global “permite mobilizar as capacidades e recursos, proporcionar apoio harmonizado e efetivo da Cruz Vermelha e seus parceiros para agir contra o HIV em nível global e em iniciativas por países”.

Na região da América Latina e Caribe, há 33 sociedades nacionais da Cruz Vermelha e 200 mil voluntários. “Gostaríamos que todas redobrassem seu trabalho nos projetos”, disse à Efe o dirigente.

“Isto requer o apoio dos Governos doadores e dos países ricos, e parte do meu trabalho é mobilizar os recursos necessários para que as sociedades locais da Cruz Vermelha possam aumentar seu impacto”, explicou.

Fonte: Terra