Na “Mensagem da Cúpula Mundial”, os altos dignitários religiosos condenaram quaisquer formas de terrorismo e extremismo e tentativas de justificá-las sob pretextos religiosos.

Na Cúpula das religiões em Moscou que terminou nesta quarta-feira( 6) participaram representantes dos ortodoxos russos, cristãos, muçulmanos, budistas e judeus.

O resultado mais importante dos trabalhos foi o documento final intitulado “Mensagem da Cúpula Mundial”. Acentua, entre outras coisas, que a comunidade internacional haveria de ansiar construção de uma ordem mundial em que a democracia em sua condição de um método de coordenação dos interesses de pessoas diferentes se associasse ao respeito pelos seus sentimentos religiosos, os modos de viver e as tradições étnicas e religiosas.

Na “Mensagem da Cúpula Mundial”, os altos dignitários religiosos condenaram quaisquer formas de terrorismo e extremismo e tentativas de justificá-las sob pretextos religiosos.

Um lugar relevante no documento final cabe à correlação entre a liberdade e a responsabilidade moral. Isso se refere não somente à personalidade humana, como também à vida social e aos sistemas político e econômico internacionais. “A atividade econômica há de ser socialmente responsável e descansar nas normas da moral” – reza o documento.

Na cerimônia de encerramento do encontro, o patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa Russa, Aleksi II, comunicou ter o presidente Vladimir Putin se oferecido para entregar a “Mensagem da Cúpula Mundial” aos dirigentes dos países do G8, os quais se reunirão daqui a uns dias em São Petersburgo.

Líderes religiosos concordam que religião é base para a paz

Líderes religiosos participantes da Cúpula Religiosa Mundial querem usar a religião como base para a paz e o diálogo entre as civilizações em vez de uma fonte de conflitos. A meta é produzir uma mensagem assinada até pelas delegações de países como China e Irã que não estão habituados à liberdade religiosa.

“Declaramos a importância da liberdade religiosa no mundo de hoje. Grupos e indivíduos precisam estar imunes a coerções. Também é necessário levar em conta os direitos das minorias étnicas e religiosas”.

Mais de 200 representantes de várias religiões no mundo participaram do encontro organizado pela Igreja Ortodoxa Russa. Eles condenaram o terrorismo e o extremismo em todas as suas formas assim como qualquer tentativa para justificar atos desse tipo em nome da religião.

Os líderes religiosos destacaram a papel fundamental da educação e da comunicação em prevenir a difusão das idéias extremistas. Eles disseram que “a escola, a mídia e a pregação de líderes religiosos deveriam voltar à prática de transmitir aos nossos contemporâneos o pleno conhecimento de suas tradições religiosas”.

A mensagem também enfatizou a necessidade de uma ordem econômica mundial baseada em justiça e moralidade. Para eles, “a vida vivida apenas para o lucro financeiro e em função do aumento da produção se torna estéril e miserável. Conscientes disso, apelamos à comunidade comercial para que se abra e assuma responsabilidades para com a sociedade civil”.

O documento final do encontro será enviado aos líderes do G8, cuja reunião anual está agendada para meados de julho, em São Petersburgo, Rússia.

Fonte: Pravda e Portas Abertas