Não é apenas o deputado Maurinho Silva (PSDB) que está sob suspeita de irregularidades na Assembléia Legislativa de Rondônia, acusado de embolsar salários de assessores e cobrar 30% dos beneficiados por emenda parlamentar liberada.

O deputado estadual Maurão de Carvalho (PP), da Igreja Assembléia de Deus, está sendo acusado de burlar a lei para contratar a mulher, Elisângela Aparecida Gonçalves Carvalho, para exercer o cargo em comissão de assessora parlamentar do seu gabinete. Essa contratação foi feita em 2 de janeiro de 2008 e contraria a lei anti-nepotismo. Em tese, o deputado incorreu em crime, podendo ter o mandato cassado e ainda ser processado criminalmente. A contratação foi autorizada pelo presidente da Assembléia Legiuslativa, Neodi Carlos de Oliveira (PSDC).

O novo escândalo preocupou os deputados, pois alguns também estariam contrariando a lei que proíbe a contratação de parentes.

Maurão de Carvalho, neodi Oliveira e Kaká Mendonça, que integraram a legislatura passada, respondem na justiça pelas mesmas acusações que agora são imputadas a Maurinho – se apossar dos salários de assessores lotados em seus respectivos gabinetes, por meio de uma folha de pagamento paralela.

No caso de Maurinho, ele foi denunciado por uma pessoa que trabalhou “voluntariamente” na campanha do parlamentar e não conseguiu obter um emprego no seu gabinete.

Kaká, Neodi e Maurão foram denunciados pelo Ministério Público ao Tribunal de Justiça de Rondônia, mas não correm nenhum risco imediato de cassação. No caso desses três, a Polícia Federal levantou uma infinidade de provas que, supostamente, comprovariam que eles – remanescentes da legislatura passada – também foram beneficiados pelo esquema da folha paralela desbaratado pela Operação Dominó.

Somente Neodi Carlos, atual presidente da Assembléia, teria embolsado mais de R$ 200 mil, segundo inquérito da Polícia Federal.

Fonte: Tudo Rondônia