O deputado federal e pastor Marco Feliciano anunciou em seu Twitter que irá entrar com um recurso junto ao Poder Legislativo para retirar do ar o programa Big Brother Brasil 12, veiculado pela TV Globo.

As últimas notícias veiculadas maciçamente na mídia relataram um possível estupro entre os participantes do reality show, o que causou a manifestação de repúdio por parte do parlamentar ao conteúdo do programa, que pretende ser de entretenimento.

“A ruína de um povo começa assim: Estupro na TV BBB, desejo de descriminalizar o aborto, as drogas. Derrota moral”, postou o deputado em sua conta no microblog.

Artistas brasileiros também fizeram protestos indignados contra o reality, em que os participantes mostram que são capazes de tudo pelo prêmio de R$ 1,5 milhão.

“É uma ‘estupidificação coletiva’. A televisão é uma concessão do estado, tem que haver a contrapartida de interesse público”, disse o artista plástico Antonio Veronese, em declaração gravada em vídeo (veja abaixo). “A televisão cria valores falsos (…) antigamente a televisão abria espaço para o talento, hoje abre para a mediocridade”.

Veronese ainda observa que o País passa por uma fase de crescimento econômico e estabilidade, no entanto precisa de investimentos maciços na educação e na cultura sob pena de continuar sendo considerado “um país de terceira classe”, em suas palavras.

Uma petição pública, que será enviada ao Ministério Público Federal, foi criada na internet para recolher assinaturas que engrossem o coro dos descontentes com o conteúdo veiculado no programa.

Entre os evangélicos, diversos líderes cristãos já alertaram sobre os valores inversos à família presentes no roteiro do reality e orientaram os cristãos a boicotarem o programa.

“Esse tipo de programa avilta o ser humano e insulta a Deus”, disse o pastor da Comunidade Cristã Reformada de São Paulo e ex-presidente da organização Visão Mundial, Ariovaldo Ramos ao The Christian Post.

Também o Ministério das Comunicações do BBB vai analisar as imagens em que acontece o suposto estupro entre os integrantes Daniel Echaniz e Monique Amin em um dos quartos da casa em que é filmado o reality.

Caso seja realmente for comprovado que as imagens “causaram constrangimentos” ao telespectador, o ministério irá instaurar um processo cujas sanções incluem multa e interrupção dos serviços da emissora.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]