A bancada do PSOL no Congresso protocolou ontem, na Procuradoria-Geral da República, uma representação contra a apresentadora do SBT, Rachel Sheherazade, e a emissora para que respondam civil e criminalmente por apologia ao crime.

Os deputados que assinaram a representação contra jornalista do “SBT Brasil” são: Ivan Valente (PSOL-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Érika Kokay (PT- DF), Renato Simões (PT-SP) e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL- AP).

Na semana passada, a apresentadora do “SBT Brasil”, que é evangélica, defendeu, durante o telejornal, o grupo de pessoas que deteve um jovem por suposto assalto e o deixou preso pelado a um poste, no Rio.

Para o PSOL, a jornalista legitimou e estimulou os grupos que têm se mobilizado para encontrar e agredir supostos bandidos. “A incitação ao crime existe quando ela encoraja, publicamente, a sociedade em reproduzir esse tipo de comportamento”, diz a representação.

Ao comentar o caso do adolescente que foi espancado e preso nu pelo pescoço a um poste no Rio de Janeiro, Sheherazede disse que entendia a sede de justiça da população que se tornou refém do crime e da ineficácia do governo em garantir segurança.

A jornalista também comentou que adolescente tinha ficha criminal e que resolveu fugir do hospital, no lugar de prestar queixa contra seus agressores.

“O marginalzinho amarrado ao poste era tão inocente que, ao invés de prestar queixa contra seus agressores, preferiu fugir antes que ele mesmo acabasse preso. É que a ficha do sujeito está mais suja do que pau de galinheiro”, disse ela.

Procurados, o SBT e a âncora não comentaram o caso. Em artigo publicado ontem na Folha, Sheherazade afirmou que “no Brasil às avessas, o bandido é sempre vítima da sociedade”.

[b]Fonte: Folha de São Paulo e Gospel Prime[/b]