Com olhos vermelhos e bastante inchados, o jogador evangélico Kaká (foto) não conseguia esconder o abatimento com a eliminação da seleção brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul, por 2 a 1 para a seleção da Holanda, nesta sexta-feira, 2 de julho.

Um dos líderes do grupo, o meia evangélico estava bastante abatido e admitiu que a dor da derrota por 2 a 1 para a Holanda, nesta sexta-feira, em Porto Elizabeth, é maior do que a sentida em 2006, quando o Brasil fracassou diante da França, em Frankfurt, na Alemanha.

– A derrota doeu muito, muito mais do que em 2006. Muito mais. É difícil falar. A dor é muito grande. Por tudo o que eu queria viver aqui… e tinha imaginado – disse o meia.

Melhor jogador do mundo em 2007, Kaká vem sofrendo com os problemas físicos. O meia se esforçou para se recuperar de problemas físicos. Entre eles, uma lesão no púbis.

– Não tem muito o que dizer em um momento como este. Copa do Mundo é isso aí. Uma expectativa que se cria. Paciência. Vamos esperar mais quatro anos, aqueles que tiverem. Não sei… realmente não sei o que vai acontecer daqui para frente. É um momento muito difícil. Minha carreira, minha vida. Um momento delicado.

O camisa 10 lamentou os gols sofridos pela seleção brasileira no segundo tempo em jogadas de bola parada.

– Estamos sentindo muito esta derrota, por tudo o que fizemos, por onde pensamos que iríamos chegar. Dói bastante. Dói porque em uma Copa do Mundo são detalhes. Duas bolas paradas nos tiraram de uma Copa do Mundo.

Emocionado, o jogador admitiu ter atuado em um nível mais baixo, mas ressaltou a luta pela participação no torneio. “Esforcei-me muito pelo país, lutei e fiz o máximo possível para disputar a Copa. Cheguei ao máximo da minha condição física, e isso muitas vezes isso não é reconhecido. Agora quero apenas minha esposa e meu filho”, desabafou.

A seleção brasileira dorme nesta sexta-feira em Porto Elizabeth e deve retornar no sábado para o Brasil em um voo fretado pela CBF.

Fonte: G1