Uma congregação cristã, no Azerbaijão, espera ansiosamente por novo julgamento de decisão judicial que a proibe de se reunir e que pode fechá-la denitivamente.

“Eles estão chateados mas ao mesmo tempo continuam esperando pela melhor decisão” disse Mechti Suleymanov, presbítero da Igreja Graça Maior, em Baku, Azerbaijão, que existe há 20 anos”.

O juiz, Tahira Asadova, do Tribunal Administrativo Econômico de Baku, ordenou em 25 de abril, que a Igreja Graça Maior fosse “destruída”, após o Comitê Estatal das Organizações Religiosas (SCWRO), abrir um processo contra ela por não ter registro no comitê. A ordem tem como objetivo a interrupção de todas as atividades ilegais da igreja.

A igreja recorreu da decisão em 24 de maio e está à espera de outro julgamento, marcado para 17 de julho, por um juiz no Tribunal de Apelações, de Baku.

“Se o tribunal mantiver a decisão, não teremos direito de nos reunir como igreja”, disse Suleymanov. Se continuarmos a nos reunir, então eles nos perseguirão”.

A Igreja Graça Maior tem registro no Ministério da Justiça desde 1993, e deu cópias desse registro ao SCWRO. Segundo a agência de notícias, Forum 18, o Comitê não solicitou, em momento algum, a reapresentação de qualquer documento.

Os líderes da Igreja disseram tambem que o comitê só os informou sobre a necessidade de se registrar após o prazo de entrega do documento ter se expirado.

[b]Interesses políticos
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Os maiores problemas que a Igreja Graça Maior tem enfrentado são parte de uma grande repressão do governo contra a religião, no Azerbaijão, dizem os membros da igreja.

A população do Azerbaijão é 87,6% muçulmana, embora o governo se denomine laico e a liberdade religiosa seja garantida pela Constituição, o SCWRO exige que todos os grupos religiosos tenham registro no governo.

Matti Sirvio, um dos fundadores da da igreja, disse que vê a repressão sobre os cristãos, como uma tentativa do governo de ter o apoio político dos grupos islâmicos do país.

Em dezembro de 2011, as autoridades prenderam o pastor de uma igreja em Neftechala que não era registrada no SCWRO. Autoridades apreenderam Bíblias, livros, revistas e gravações de áudio e vídeo. Inicialmente, as autoridades também fecharam o templo da congregação e interrogaram os membros da congregação. O pastor da igreja, Telman Aliev, foi multado, mas se recusou a pagar a multa. Ele ainda lidera a congregação.

Apenas duas igrejas protestantes no Azerbaijão tiveram seus cadastros aprovados. A esmagadora maioria dos registros aprovados foi concedida a grupos muçulmanos xiitas.

Ambos, Sirvio e Suleymanov, disseram que as mudanças recentes exigidas pelo SCWRO resultarão na resolução favorável à Igreja Graça Maior no tribunal. Até lá, disse Suleymanov, a igreja vai esperar.

“Os membros da Igreja estão tranquilos. Eles sabem que não há nada a ser feito sobre isso, que têm apenas que confiar em Deus”, disse ele.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]