O Sir (Serviço de Informações Religiosas da Conferência Episcopal italiana) afirmou em nota que o projeto de lei sobre as uniões de fato heterossexuais e homossexuais, aprovado na quinta-feira pelo governo italiano, está destinado a produzir problemas mais graves” do que os que se propõe a afrontar.

”Sobre tal iniciativa de lei, o julgamento é claramente negativo”, destacou a nota.

“Bastaria citar o respeito relativo aos direitos de sucessão, com o nó da hipótese de disputa pela herança entre um parceiro e o filho, ou o filho de outros parceiros, para se dar conta das questões que correm risco de serem abertas dolorosamente”, afirma a nota.

A agência dos bispos italianos opina que a medida terá efeitos na “opinião pública”.

O governo Prodi aprovou na quinta-feira por unanimidade o projeto de lei que outorga o reconhecimento legal às “uniões de fato”.

O projeto, que favorecerá tanto os casais heterossexuais como homossexuais, deverá agora ser discutido no Parlamento.

“Com o projeto de lei sobre as uniões de fato reforçamos a Constituição”, afirmou o ministro para a Família Rosy Bindi.

“Com a nova disposição são reconhecidos os direitos das pessoas que estavam em risco de ser discriminados”, acrescentou.

Bindi explicou que o projeto “não atinge aos menores de idade, o direito da família continua sendo regulado pelo código civil. E assim continuará”.

Por sua vez, o vice-presidente dos Deputados da Força Itália, Enrico La Loggia, foi categórico ao criticar a medida: “isso não é o que nós italianos precisamos”.

“Travaremos a batalha no Parlamento para impedir o que se prefigura um verdadeiro atentado à família”, afirmou o congressista da Força Itália, partido fundado pelo ex-premier Silvio Berlusconi.

Fonte: ANSA