O ex-prisioneiro de consciência* Dmitry Shestakov, que foi recentemente libertado após quatro anos de detenção, continua sob as severas restrições de “supervisão administrativa” do Uzbequistão, segundo fontes.

Shestakov enfrenta muitas restrições, dentre elas: deve entregar um relatório à polícia quase toda semana por um ano, não pode estar fora de sua casa entre 21h e 6h da manhã, não pode deixar a sua cidade natal sem autorização escrita da polícia e não pode visitar locais públicos, como restaurantes.

O termo de tutela administrativa pode ser prorrogado e a punição para a quebra do regime de supervisão é a prisão de até quatro anos. As autoridades se recusaram a explicar a razão para as restrições à agência Fórum 18.

“Ele foi libertado da prisão, mas não está livre”, reclamou um cristão protestante local. Os prisioneiros de consciência que cumprem pena de longo e curto prazo por exercer a liberdade de religião ou crença são atualmente muçulmanos, testemunhas de Jeová e protestantes.

Os dois últimos presos que cumprem pena de curto prazo são cristãos batistas, condenados por distribuir literatura religiosa e porque carregavam o vinho usado no culto de ceia.

*Prisão de consciência: são pessoas encarceradas ou limitadas em sua liberdade de movimento por sua convicção política, religiosa ou outra – sua procedência étnica, seu sexo, sua orientação sexual, sua cor ou idioma – e que não utilizaram nem tão pouco incitaram a violência.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas [/b]