Dois cristãos paquistaneses que chegaram a ser condenados à morte por assassinato, há sete anos, deixaram a prisão no último dia 10 de agosto.

Wilson e Nasir foram soltos depois de 13 anos de prisão. Na época, Wilson tinha 14 anos e Nasir 15 anos.

No ano passado, a Suprema Corte substituiu a sentença de morte por prisão perpétua. Até que finalmente os liberou por falta de provas.

O Ministério Compartilhando Vida no Paquistão (SLMP, sigla em inglês) investigou o caso. Segundo a ONG, tudo aconteceu por causa de uma acusação falsa.

Noshi e o marido, Mushtaq, se separaram. O pai de Mushtaq, Sarwar, morreu de ataque cardíaco por conta dos esforços para a reconciliação entre o casal.

Mas o irmão de Mushtaq, Boota Masih, teria supostamente “fabricado o caso” junto à delegacia de polícia de Nishtar, em Lahore, ao acusar Wilson e alguns outros membros da família dele do assassinato de Sarwar, aproveitando-se do fato de serem cristãos.

O tribunal deu pena de morte a Wilson e Nasir e multa de 50 mil rúpias paquistanesas (cerca de R$ 1700) a cada um. Noshi foi condenada a um ano de prisão. O tribunal também impôs uma multa de 13,500 rúpias a ela (R$ 450).

A Suprema Corte, entretanto, substituiu a pena de morte por prisão perpétua no dia 18 de abril de 2006.

O SLMP informou que proveu apoio financeiro e moral a Wilson e Nasir, ajudando no pagamento das multas para que eles pudessem deixar a prisão.

Firmes em meio às adversidades

“Esse foi um período realmente duro o que passei na prisão quando eu era mais jovem”, disse Wilson.

“Prisioneiros muçulmanos, até mesmo o pessoal da prisão, me pediam freqüentemente que eu abraçasse o islã. Em todas as adversidades eu sempre esperei o melhor por causa de Jesus Cristo”.

Wilson está sofrendo de úlcera gástrica e Nasir está sofrendo de hemorróidas. Ore pela saúde destes dois homens. Ore também para que o Senhor abra os tesouros do céu para que eles tenham uma vida próspera em todos os sentidos de hoje em diante.

Fonte: Portas Abertas