O Arcebispo da Paraíba Dom Aldo Pagotto declarou acredita que descobertas arqueológicas sobre um suposto túmulo de Jesus, exibidas em documentário lançado esta semana em Nova Iorque (EUA), não passam de ficção.

“São abstrações, apenas ficção, os temas polêmicos debatidos hoje desde o lançamento do livro O Código DaVinci de Dan Brown não passam de abstrações, são apenas ficção”, acredita.

Dom Aldo lembra ainda que para os cristãos desde os primórdios é certeza que a sepultura de Jesus fica no Monte Calvário. A questão é que como Jesus, segundo a mitologia cristã, teria ressuscitado e seu corpo ascendido aos céus, não há como encontrar vestígios que comprovem o fato.

Se houver realmente a certeza de que um dos crânios mostrados no filme “The Lost Tomb of Jesus” (O Túmulo Perdido de Jesus) exibido pela TV Discovery, é mesmo de Jesus, o principal dogma da religião cristã será derrubado.

A questão do desaparecimento do corpo de Jesus de um túmulo em Jerusalém, dois milênios atrás, ainda é fundamental para a fé cristã. Cerca de 50 dias depois do “desaparecimento”, os apóstolos de Jesus começaram a pregar sua ressurreição e milhares de pessoas começaram a ser convertidas.

Há muitas teorias para tentar explicar o fato de nenhum vestígio ter sido encontrado até hoje no Monte calvário, inclusive de que o corpo não tivesse sido realmente sepultado no local.

O Código Da Vinci: inicio das polêmicas

O Código Da Vinci”, obra que trata da vida do Jesus histórico, foi lançado há pouco mais de dois anos e de lá para cá o livro conseguiu promover muita polêmica. Católicos, protestantes e estudiosos das religiões afirmam que se trata de uma afronta à figura histórica do Jesus de Nazaré. Críticos literários colocam que essa é apenas uma obra de ficção. Já o autor garante que as teorias presentes na história têm valor.

Segundo a obra, a Igreja Católica teria suprimido 80 evangelhos primitivos por motivos políticos. Esses textos trariam grandes revelações. Entre elas, a de que Jesus era um homem comum, que casou e teve filhos com Maria Madalena. Mais que isso, aquele Jesus não teria sido o líder que aprendemos a conhecer. Esse papel seria cumprido por sua mulher, que comandou os apóstolos que celebravam, na verdade e por sua vez, a sabedoria e a sexualidade.

Fonte: WSCOM