De olho nos eleitores desse segmento, os postulantes ao governo do Distrito Federal disputam o apoio das igrejas evangélicas que juntas representam 22% (leia-se 290 mil votos) do eleitorado do DF.

O pontapé inicial foi dado pelo candidato José Roberto Arruda da coligação Amor por Brasília (PFL, PPS, PL, PMN, Prona, PSC, PP, PTN ). Hoje, Arruda conta com o apoio dos distritais Leonardo Prudente (PFL) da Igreja Sara Nossa Terra, Aguinaldo de Jesus (PFL) ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e Júnior Brunelli (PFL) da Casa da Benção. Além deles, o apoio do deputado federal Jorge Pinheiro (PL) ligado à Universal, do ex-vice-governador Benedito Domingos (PP) da Assembléia de Deus, e do bispo da igreja Nossa Terra Robson Rodovalho completam a expectativa de Arruda em obter, pelo menos, 150 dos 290 mil votos dos evangélicos.

Percebendo a importância deste eleitorado, a governadora Maria de Lourdes Abadia, candidata à reeleição pela coligação Juntos por Brasília (PSDB, PMDB, PTB, PT do B, PAN E PHS) tratou de correr atrás do prejuízo. Ela conquistou o apoio de parte das igrejas da Assembléia de Deus que conta com 2.800 templos no DF e Entorno.

No entanto, o candidato pefelista José Roberto Arruda continua sendo o candidato mais apoiado do segmento evangélico com a aliança feita com PP de Benedito Domingos e o PL, partidos de tradição evangélica.Depois da reunião com a coordenação da campanha durante todo o dia de anteontem, Arlete Sampaio candidata ao GDF da União Por Brasília (PT-PV-PCdoB-PSB-PRTB-PRB), parte para o ataque na busca pelos votos evangélicos.

Às 15 horas ela visitou os pastores e lideranças da Coordenação Batista do DF, às 16 horas visitou os líderes da Igreja do Nazareno e às 17 horas se reuniu com outros líderes da Igreja Presbiteriana. “O PT sempre teve boa relação com evangélicos e o fato de um bispo declarar apoio a um candidato não quer dizer que os evangélicos vão votar nesse ou naquele candidato. Não existe nenhum monopólio dos evangélicos. As visitas que faço hoje fazem parte da relação política histórica que o PT tem com eles”, assegura a candidata.

Maranhão: candidatos atrás dos votos evangélicos

Agora é pra valer! Está aberta a temporada de caça ao rebanho, ou melhor, a caça aos votos evangélicos em todo o Maranhão. Nesta quarta-feira, o conselho político da Convenção Geral das Assembléias de Deus vai se reunir em Brasília para discutir a posição da igreja na eleição presidencial. A Assembléia de Deus tem cerca de 15 milhões de fiéis em todo o país e é a maior denominação religiosa cristã depois da Igreja Católica. Emissários do presidente Lula e de Geraldo Alckmin já entraram em ação para conseguir a simpatia do conselho e faturar o apoio.

No Maranhão, a disputa pelos votos evangélicos fica entre os próprios candidatos da Assembléia de Deus. Desde quando a igreja decidiu lançar dois nomes para disputar vaga na Câmara Federal, que o tempo fechou entre a deputada estadual Telma Pinheiro (PSDB) e o deputado federal Costa Ferreira (PSC).

A deputada tucana – que traiu o grupo político que a ajudou a se eleger na eleição de 2002 – agora terá que se desdobrar para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados em Brasília. Apesar de também ter o apoio formal da Assembléia de Deus no estado, existem vários complicadores que dificultam sua eleição. O principal deles é a disputa direta com seu irmão de fé, o deputado federal Costa Ferreira.

Vale lembrar que a igreja conta com outros candidatos, que, apesar de não terem o apoio formal das lideranças eclesiásticas, conseguem, somados, tirar muitos votos dos candidatos oficiais da igreja. Em conversa com jornalistas, uma liderança eclesiástica e membro da comissão de política da Assembléia de Deus, afirmou que foi um erro da igreja ter lançado duas candidaturas para disputar uma vaga à Câmara Federal. Na avaliação do reverendo, será necessária uma votação expressiva para eleger os dois candidatos, e a Assembléia de Deus no Maranhão ainda não está preparada eleitoralmente para isso.

A situação mais difícil é a da deputada Telma Pinheiro, que, para chegar à AL na eleição passada obteve pouco mais de 30 mil votos. Agora, como candidata a deputada federal terá que, no mínimo, dobrar essa votação para sonhar com uma vaga na Câmara Federal. Existe uma grande chance da deputada governista ficar sem mandato nos próximos quatro anos.

Fonte: ComuniWeb e Veja Agora