A pesquisa CNT/Sensus mostra que a igreja é a instituição em que as pessoas mais confiam. Mas essa confiança está em queda. Já o Congresso Nacional ficou em último lugar, com 0,4% de confiança.

Neste mês de julho, 34,8% manifestaram que confiam na igreja ante 44 2% na pesquisa feita em dezembro de 2003, a última vez em que essa questão foi abordada.

Já o Congresso Nacional ficou em último lugar, com 0,4% de confiança. Em dezembro de 2003, o Congresso era a instituição de maior confiança para 1,3% dos entrevistados pela pesquisa.

Em segundo lugar na pesquisa CNT-Sensus divulgada ontem apareceram as Forças Armadas com 17% ante 13,9% na medição de dezembro de 2003. A Justiça aparece em terceiro lugar com 11,9% ante 10,6% na pesquisa anterior.

Imprensa e meios de comunicação apareceram em quarto lugar na pesquisa, com 10,3% ante 9,4% em dezembro de 2003. O governo federal ficou com 3,9% ante 4% em dezembro de 2003. E a Polícia, com 3,4% ante 4,6% na pesquisa anterior.

Criminalidade

A pesquisa CNT-Sensus mostrou também que combater a criminalidade ainda é o critério mais importante na hora de o cidadão escolher o seu voto para presidente. Do total de entrevistados, 25,4% disseram ser este o tópico mais importante para a decisão. O levantamento, que compara os resultados de julho de 2006 com junho de 2002, mostra, porém, crescimento no percentual de votantes que prioriza os investimentos em educação e saúde.

Levar o país a se desenvolver vem em seguida, com 21,1% das respostas. Já a melhoria das escolas públicas e da saúde é citada por 17,9% dos consultados, frente à 12,5% dos entrevistados quatro meses antes das últimas eleições presidenciais. O combate à corrupção foi citado por 13,8% e controlar o custo de vida por 11,3%. Não souberam responder somaram 10,7% dos entrevistados.

Se comparados os dados com a pesquisa de junho de 2002, época de eleição presidencial, o nível de importância do combate à criminalidade diminuiu consideravelmente, de 40% para 25,4%. O diretor da Sensus, Ricardo Guedes, diz acreditar que os ataques do PCC em São Paulo já foram esquecidos pela população e, por isso, o índice ficou mais modesto.
Na última pesquisa, levar o País a se desenvolver somou 19,2% dos entrevistados, melhorar escola pública e saúde, 12,5%, combater a corrupção, 13,1% e controlar o custo de vida, 9,6%.

Brasil tem mais eleitoras mulheres do que homens em 2006

As mulheres terão maior peso eleitoral do que os homens nas eleições de 2006. A afirmação poderia vir acompanhada de argumentos sobre a influência feminina hoje na sociedade, mas, mais que isso, está amparada em números. Dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o eleitorado brasileiro para as próximas eleições —marcadas para 1º de outubro— revelam que a maior parte do eleitorado que está apto a votar é de mulheres.

Dos 125.913.479 eleitores, as mulheres representam 51,53%, ou 64.882.283 pessoas. Os homens somam 60.853.563 eleitores, equivalente a 48,33% do eleitorado. Apenas 177.633 (0,14%) não informaram o sexo ao tirar o título eleitoral. Os dados do TSE foram avaliados graças aos números fornecidos pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) sobre o número de eleitores por sexo e faixa etária, nas unidades federativas e no exterior.

O aumento do número de eleitoras foi de quase um ponto percentual em relação a 2002. De acordo com o TSE, há quatro anos as mulheres também formavam a maioria do eleitorado, com 58.604.571 (50,85%). O número de homens na ocasião era de 56.431.672 (48,96%), em um total de 115.253.834 eleitores.

Faixa etária

O TSE também divulgou dados referentes à faixa etária dos eleitores. A maior parte dos eleitores atualmente tem entre 25 e 34 anos de idade, representando 23,96% do eleitorado. Nessa faixa as mulheres também são a maior parte, com 15.425.021 (51,12%). Os homens, nessa faixa etária, chegam a 14.747.016 (48,87%). Os dados correspondem à idade do eleitor na data da eleição.

Entre 35 e 44 anos, o número de eleitores femininos é de 13.128.745 e o de homens, 12.293.961. Entre 45 a 59 anos estão aptos a votar 13.899.364 mulheres e 12.677.420 homens. Existem no eleitorado brasileiro 5.056.793 mulheres e 4.445.778 homens com idade entre 60 e 69 anos.

Dos 18 aos 20 anos o eleitorado é praticamente igual nestas eleições: 4.829.813 mulheres e 4.800.042 homens. Representam 7,65% do total do eleitorado, em comparação com 7,81% em 2002. Entre os 21 e 24 anos estão aptos a votar 6.945.814 mulheres e 6.829.417 homens.

Voto facultativo

Os jovens de idade entre 16 e 17 anos, a quem o voto é facultativo, representam 2,45% do eleitorado. Em 2002, eles eram apenas 1,92% do eleitorado, o que demonstra que houve um aumento de 0,53% no número de jovens que irão votar no próximo pleito. Os eleitores de 16 anos são formados por 561.529 mulheres e 532.854 homens. Juntos representam 0,87% do eleitorado. Os de 17 anos são 1.003.168 eleitores do sexo feminino e 992.211 do sexo masculino —equivalem a 1,58% do eleitorado. Nas eleições de 2002, esses números eram de 316.315 mulheres e 319.295 homens na faixa de 16 anos, e 781.928 mulheres e 800.410 homens com 17 anos.

Entre 70 anos, idade em que o voto também não é mais obrigatório, e 79 anos, o número de eleitores do sexo feminino é de 2.954.133 e do masculino 2.502.057. Juntos representam 4,35% do eleitorado. Acima de 79 anos, o número de mulheres chega a 1.017.357 e o de homens a 975.560 —somam 1,59% dos eleitores. No total, equivalem a 5,94%.

Houve um aumento quase simbólico de 0,16% do eleitorado com mais de 70 anos. Em 2002, os eleitores com mais de 70 anos representavam 5,78% do eleitorado.

Os eleitores podem comparecer, no dia 1º de outubro, no primeiro turno das eleições, a 3.073 zonas eleitorais e 380.945 seções eleitorais, distribuídas nos 5.565 municípios e em 93 países. No Brasil, existem 91.037 locais de votação; no exterior, são 207, totalizando 91.244 locais de votação. Os 86.360 eleitores residentes no exterior (0,07% do total) votam apenas para presidente e vice-presidente da República.

Fonte: Paraná Online, Terra e Último Segundo