Eleição do arcebispo de Freiburg como sucessor do cardeal Karl Lehmann causa surpresa. Considerado um talento em organização e com perspectivas liberais, sua meta é prosseguir o ecumenismo com as igrejas cristãs.

O arcebispo de Freiburg, Robert Zollitsch, de 69 anos, é o novo presidente da Conferência dos Bispos Alemães e com isso será o mais alto representante da Igreja católica alemã nos próximos seis anos. Ele foi eleito nesta terça-feira (12/02) pelos 69 bispos participantes da assembléia em Würzburg.

Ele será o sucessor do cardeal Karl Lehmann, que abandona o cargo por motivos de saúde. Lehmann, que continuará sendo bispo de Mainz, permanece membro da Conferência de Bispos Alemães.

Zollitsch nasceu em 9 de agosto de 1938 em Filipovo, na antiga Iugoslávia. Aos oito anos, sua família foi banida e emigrou para a Alemanha. Ele estudou Teologia em Freiburg e Munique e em 1965 foi ordenado padre. Robert Zollitsch foi nomeado arcebispo de Freiburg há cinco anos, pelo então papa João Paulo 2º. Freiburg é a segunda maior das 27 dioceses alemãs.

Talento em organização com perspectivas liberais

Entre os bispos, Zollitsch é respeitado acima de tudo pelo seu talento como organizador. Em Freiburg, ele reformou em pouco tempo a pastoral de seu arcebispado e conquistou a fama de eficiente, engajado e confiável.

Zollitsch não é um árduo defensor dos dogmas conservadores da Igreja. Para ele, o celibato, por exemplo, poderia ser uma regra a ser seguida voluntariamente. Também a escolha de novos bispos poderia, em sua opinião, ser de forma mais democrática. Por mais que com estas sugestões ele discorde que princípios básicos da Igreja Católica, ele prefere o consenso ao confronto.

Zollitsch se disse surpreso ao ser eleito líder de 25 milhões de católicos alemães. Referindo-se ao antecessor e ao rumo que pretende dar ao seu trabalho, Zollitsch disse: “Somos tão próximos, tanto pessoalmente como no aspecto teológico, que será difícil descobrir diferenças”.

O novo presidente da Conferência dos Bispos Alemães pretende prosseguir o ecumenismo com as confissões cristãs e defende uma maior presença da Igreja Católica na sociedade.

Fonte: DW World