A cidade de Houston vive uma batalha judicial entre pastores e a prefeita ativista dos gays.

Embora a prefeita de Houston (EUA), Annise Parker, agora negue que sabia sobre a tentativa da prefeitura de ameaçar os sermões e correspondências de cinco pastores com suas congregações, um dos pastores no centro dessa polêmica diz a própria prefeita iniciou a ação em resposta a uma batalha legal sobre um projeto de lei de não discriminação, conhecido como o “A Lei do Banheiro”.

Dave Welch, que é o diretor-executivo do Conselho de Pastores Norte-Americanos, da área de Houston, é um dos cinco pastores que receberam uma intimação. Parker, que já foi ativista das causas gay, além de ateísta, se juntou ao município para voltar atrás com as intimações, jogando a culpa no escritório de advocacia que contrataram, revelou Welch ao The Christian Post.

“Isso foi realmente iniciado pela prefeita Annise Parker, que é um tipo de garota-propaganda para o movimento GLS no país, ao propor essa ordem já em abril, foi um passo maior que a perna para começar a introduzir a orientação sexual, expressão e identidade de gênero na política de discriminação da cidade, e impor essas normas no setor privado de maneira sem precedentes”, explicou Welch.

As intimações foram emitidas pelo advogado da cidade de Houston, em resposta à ação movida pelos opositores da Portaria Igualdade de Direitos de Houston, que permitem que os homens e mulheres que se identifiquem como transgênero ou do sexo oposto possam usar banheiros de acordo com sua escolha.

Welch disse ao CP que uma petição foi criada por aqueles que se opõem à lei e, embora 50 mil assinaturas fossem recolhidas e 31 mil foram pré-verificadas pelo grupo, o advogado da cidade interveio após a apresentação e disse que metade delas era inválida. Os opositores então entraram com uma ação contra a cidade.

“A petição era para exigir que a prefeitura revogasse o decreto de ‘direitos iguais’ na íntegra ou o colocasse nas urnas para ser votado”, disse Welch. “Eles emitiram intimações aos pastores que não estão ainda a par do processo”.

Welch explicou que a situação, que já chamou a atenção nacional, tenha chegado a este ponto, porque as igrejas na área de Houston “efetivamente se levantaram e fizeram o que a lei nos permite fazer – petição ao nosso governo para submeter essa lei às urnas”.

“O ponto principal da nossa perspectiva destas intimações é que eles eram um ato de intimidação e perseguição da prefeitura através destes escritórios de advocacia para nos afundar neste tipo de demanda em uma tentativa de nos calar, para tentar exaurir nosso tempo, nossos recursos e nossa força de vontade em continuar este processo até a sua conclusão”, disse ele. “Então, eles simplesmente não têm defesa legal para a sua ação. Vamos ganhar isso no tribunal”.

Welch continuou: “Então, isso progrediu de um simples desacordo sobre uma lei ruim para uma questão fundamental dos direitos de voto, e agora um ataque à primeira emenda de direitos [da constituição americana, que garante liberdade de expressão e religião] pela administração dessa prefeita”.

“Estamos nos organizando e o lado bom disso é ver a resposta esmagadora, mesmo nacionalmente, agora que se tornaram públicas essas intimações. Vamos continuar a lutar. Os pastores da cidade são firmes e inabaláveis. Nós temos a intenção de ver isso chegar a uma conclusão e vamos continuar a nos organizar e unir os pastores para garantir que nosso governo continue responsável”.

Ele disse que a ação liderada pela prefeita em Houston “representa o ataque geral contra a ordem judaico-cristã fundamental de nossa cultura. Estamos agora no ponto em que estamos discutindo sobre o que é masculino e feminino. Há um quadro muito maior do que o próprio decreto, e é disso que se trata. Agora se transformou em uma batalha muito maior”.

Welch vê o cenário político em Houston como uma batalha entre os sistemas de crenças. Ele disse que quer continuar a manter “os pastores e as igrejas no campo de batalha, tanto para a escolha de bons líderes em exercício e também manter os líderes responsáveis a um padrão de decência e integridade”.

“Nós reconhecemos que somos o mais recente em uma série de conflitos em todo o país nesta batalha, mas a parte encorajadora é que temos o compromisso de parar isso aqui e agora e com a esperança de virar o jogo, se o Senhor o permitir, a restaurar os fundamentos morais. Nós não vamos deixar que esta agenda radical tenha sucesso e, basicamente, abalar as nossas famílias e nossa liberdade “, disse ele.

O depoimento de Welch foi conferido logo após a rede social Twitter bloquear uma campanha de apoio aos pastores, feita por meio de uma hashtag contra a intimação. Por questões de restrição, o microblog invalidou e bloqueou a hashtag.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]