O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, divulgou hoje um novo vídeo, marcando o sexto aniversário dos atentados de 11 de Setembro contra os EUA, no qual enaltece um dos seqüestradores envolvidos na ação, qualificando-o como um homem raro e magnífico.

Bin Laden não faz referências à atualidade, como fez na quinta-feira, quando comentou as eleições francesas de maio. Na mensagem de hoje, o terrorista fez comentários contra os governantes muçulmanos, que acusa de serem “vassalos dos cristãos”, condição que se estende “aos meios de comunicação e a muitos dos ulemás” (sábios islâmicos).

O vídeo foi divulgado por sites ligados à Al Qaeda. Ele tem legendas em inglês, mas não conta com imagens em movimento de Bin Laden, que aparece apenas num fotograma aparentemente retirado do vídeo que ele divulgou na semana passada.

Os ulemás “que se põem a serviço de reis e tiranos” são repreendidos várias vezes por Bin Laden, em referência às instituições religiosas oficiais do mundo muçulmano, que segundo o terrorista afastam os jovens do caminho correto.

Controle judaico-cristão

Bin Laden disse que o seqüestrador Waleed al-Shehri teve o azar de nascer numa época em que o mundo está sob o controle judaico-cristão, e por isso agiu para restaurar a dignidade muçulmana.

“Então como podemos ficar sentados hoje quando mulheres livres estão nas prisões dos nazarenos (cristãos) e judeus no Iraque, na Palestina e no Afeganistão?”, disse ele. “É compulsório que ajudemos a libertá-las, repelindo os inimigos dos muçulmanos e aliviando suas angústias.”

A gravação da semana passada, sem ameaças específicas aos EUA, foi a primeira aparição de Bin Laden em quase três anos. Ele diz que os norte-americanos só deixarão de ser vulneráveis quando se converterem ao islamismo.

Quase 3.000 pessoas morreram no impacto de aviões seqüestrados contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Um quarto avião, sob controle de seqüestradores foi derrubado pelos passageiros na Pensilvânia.

Fonte: Portas Abertas