“Igualdade entre escola católica e escola estatal, para tutelar a liberdade de escolha dos pais, e porque a escola católica, longe de defender um interesse particular, tem um significado civil”, defendeu o papa Bento XVI nesta quinta-feira durante uma audiência concedida em sua residência oficial de verão de Castel Gandolfo.

O Papa participou nesta quinta-feira de uma reunião promovida pelo Centro de Estudos para a Escola Católica da Confederação Episcopal Italiana (CEI) intitulada “Além da crise educacional, a escola católica a serviço dos jovens”.

– Justamente no contexto da renovação por parte de quem tem no coração o bem dos jovens e do país, é preciso favorecer a efetiva igualdade entre escolas estatais e escolas paritárias, consentindo aos pais a liberdade de escolha a respeito da escola a ser freqüentada – disse o Papa, após saber que a freqüência nas escolas católicas em algumas regiões da Itália está em crescimento em relação à década passada.

A Igreja italiana também defende que o Estado sustente economicamente as famílias que optam por colocar os seus filhos em escolas não públicas.

– Para ser escolhida e apreciada é preciso que a escola católica seja conhecida em sua intenção pedagógica. É necessário que se tenha uma consciência madura não apenas de sua identidade eclesial e de seu projeto cultural, mas também de seu significado civil, que seja considerado não como defesa de um interesse particular, mas uma contribuição preciosa para a edificação do bem comum de toda a sociedade italiana – continuou Bento XVI.

O Papa também lembrou as inúmeras “intervenções” e “documentos significativos” sobre a escola católica tanto de seus predecessores como da Igreja italiana, e reafirmou a “estima e a gratidão da Igreja pelo precioso serviço feito pela escola católica através da evangelização da juventude e do mundo da cultura”.

Fonte: O Globo Online