A escritora britânica J.K. Rowling, autora dos livros do famoso aprendiz de bruxo Harry Potter, admitiu ter pensado em suicídio por causa da depressão que sofreu após o fracasso de seu primeiro casamento, publicou neste domingo o jornal “The Sunday Times”

Rowling, de 42 anos, reconheceu ter tido “pensamentos suicidas” quando se separou em 1993 do primeiro marido, o jornalista português Jorge Arantes, e teve que ganhar a vida como mãe solteira.

“Aos vinte e tantos anos, as circunstâncias da minha vida eram precárias e realmente me afundei. O que me fez buscar ajuda foi provavelmente minha filha”, diz Rowling.

A “mãe” de Harry Potter, que fez essas declarações a uma revista universitária de Edimburgo, na Escócia, pediu ajuda a seu médico particular, mas ele estava de folga e o substituto não prestou muita atenção ao caso, e só recomendou falar com uma enfermeira caso se sentisse “um pouco deprimida”.

“Aqui falamos de pensamentos suicidas. Não falamos que me sentia um pouco triste”, disse a escritora, atendida ao fim por seu médico particular, que a ajudou a superar o drama.

“Nunca me envergonhei de ter tido depressão. Nunca. De que deveria me envergonhar? Enfrentei uma etapa muito dura e estou orgulhosa de ter superado”, afirma a escritora.

Apesar dessas dificuldades, J.K. Rowling se recuperou e começou a escrever as aventuras de Harry Potter, que a transformaram em uma das mulheres mais ricas do mundo.

A escritora tem uma fortuna de cerca de 545 milhões de libras (US$ 1,09 bilhão), segundo a lista dos mais ricos do “Sunday Times” de 2007.

A autora escreveu sete livros sobre Harry Potter, que foram traduzidos para mais de 60 idiomas e que venderam cerca 400 milhões de exemplares no mundo todo.

Fonte: EFE