A Associação de Vítimas das Supostas Aparições do Escorial acusa a “vidente” das alegadas Aparições do Escorial, a 50 quilómetros sudoeste de Madrid, de coordenar uma “seita”.

“Há pelo menos 25 pessoas que desapareceram, que se esfumaram, de quem as famílias nunca mais ouviram nada”, afirmou Juan Carlos Bueno. “Temos três casos de jovens espanholas que conseguiram escapar da rede e que denunciaram a situação. O meu próprio irmão, com 33 anos, também foi captado”, referiu.

O responsável denunciou o caso de uma portuguesa de 19 anos, Filipa, que esteve “sequestrada” durante vários dias pela congregação e que só conseguiu sair mediante a intervenção dos tios, que se deslocaram propositadamente de Portugal, adianta a agência Lusa.

Ao que tudo indica, as pessoas são captadas pela rede que usa “problemas médicos ou outro” de quem acorre ao Escorial, no primeiro sábado de cada mês, para os “captar”. “Usam a mensagem religiosa e a lavagem cerebral, com ameaças, de que só fazendo isto ou aquilo é que se poderão curar ou ultrapassar as dificuldades que sentem”, frisou.

Luz Amparo Cuevas diz ter-lhe aparecido Nossa Senhora há 25 anos e que mensalmente transmite uma mensagem nova. Foi formado um movimento conhecido como Obra do Prado Novo ou Fundação Benéfica Virgem das Dolores. Os crentes congregam-se para ouvir “a vidente” mas há também aqueles que acorrem ao local com cartazes com fotos dos familiares desaparecidos.

Os responsáveis do Movimento, confrontados com esta situação, reagem com a denúncia, por seu lado, da existência de “indivíduos ou grupos” que acusa de “tentarem boicotar a acção” da congregação.

Das críticas nem a Igreja católica espanhola é dispensada já que o presidente da Associação das vítimas acusa o arcebispo de Madrid, Antonio Rouco Varela, de responsabilidade pelo “gravamento da situação”.

É certo, diz o responsável, que as aparições do Escorial não são reconhecidas mas começou, recentemente, a reconhecer o movimento gerado em torno do alegadamente milagre.

Este responsável optou por não se pronunciar. No entanto, o anterior arcebispo que, em 1985, se referiu às aparições, Angel Suquia disse, na altura, que a Igreja “nem reconheceu nem não reconheceu (as aparições). Reconheceu porém uma associação privada feminina de fiéis que surgiu como consequência das aparições”.

Fonte: Site católico Fátima Missionária – Espanha