O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi convocou Conselho de Defesa em caráter de urgência e prometeu vingar os cristãos decapitados.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) divulgou um vídeo neste domingo mostrando a decapitação de 21 cristãos egípcios que foram sequestrados na Líbia. Na gravação, os civis egípcios aparecem vestindo macacões cor de laranja à frente dos terroristas mascarados antes de serem executados.

Os reféns são forçados a se ajoelhar e então são decapitados. O vídeo foi divulgado em perfis de jihadistas líbios que apoiam o Estado Islâmico nas redes sociais, com a seguinte legenda: “o povo da cruz, os seguidores da igreja egípcia hostil”.

O vídeo de cinco minutos de duração ainda não teve a autenticidade confirmada, mas a agência de notícias Mena, do Egito, afirmou que um porta-voz da igreja copta no país confirmou a morte dos reféns.

O presidente Abdel Fatah Sisi anunciou a convocação do Conselho de Defesa em caráter de emergência. O conselho reúne, além do chefe de Estado, o primeiro-ministro, Ibrahim Mahlab, os ministros da Defesa e do Interior, e representantes de mais alta patente das Forças Armadas.

O sequestro dos trabalhadores egípcios, todos cristãos coptas, ocorreu na cidade costeira de Sirte, no leste da Líbia, que está sob controle de grupos islâmicos, informou a rede britânica BBC. Milhares de egípcios têm viajado à vizinha Líbia em busca de empregos.

Estimativas apontam que entre 9 e 15 milhões de cristãos coptas vivem no Egito atualmente. A população total do país é de cerca de 87 milhões de pessoas.

[b]Vingança[/b]

O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi promete que as coisas não vão ficar assim: “O Egito reserva-se o direito de retaliar, com os métodos e com o timing que achar melhor para a resposta a estes criminosos, a quem não resta uma ponta de humanidade”.

Sissi decretou sete dias de luto e proibiu os egípcios de viajarem para a Líbia.

Tanto a igreja copta como o governo egípcio confirmaram a autenticidade do vídeo.

Para as famílias, mergulhadas no choque, não há dúvida nenhuma sobre a motivação das mortes: Isto aconteceu por serem cristãos e por apoiarem Sissi. Os autores desta execução coletiva identificam-se como o ramo líbio do Estado Islâmico.

[b]Fonte: Veja.com e euronews[/b]