Preocupado com a perseguição religiosa, a Portas Abertas Estados Unidos declarou o seu apoio, na última terça (22), à possibilidade da criação de um cargo especial para defesa dos direitos das minorias religiosas no Oriente Médio e Sul da Ásia Central.

O projeto de Lei americano, apresentado recentemente pelo deputado americano Frank Wolf, tem o objetivo de criar um cargo para defesa dos direitos das minorias religiosas.

Diante dessa possibilidade, a Portas Abertas dos Estados Unidos apoiou o projeto e pediu oração pelos cristãos perseguidos e outras minorias religiosas, focando principalmente no Egito, Irã, Líbia, Afeganistão, Paquistão e outras áreas de conflitos.

Segundo a organização, países como Irã, Afeganistão, Arábia Saudita, Maldivas, Iêmen, Iraque, Uzbequistão e Paquistão estão entre os 11 maiores perseguidores dos cristãos, de acordo com a Classificação de países por perseguição, onde são classificados os países segundo o grau de perseguição religiosa em seu território.

Acredita-se que o projeto virá no momento certo, já que a região do Egito, Iêmen, Tunísia e Líbia têm atraído a atenção da mídia mundial nas últimas semanas, com os cidadãos nas ruas em protesto contra a falta de direitos humanos básicos e outras questões.

A Portas Abertas relata também que, no Egito, houve vários ataques contra os cristãos desde o Natal, além do atentado à Igreja em Alexandria, no Ano Novo, onde um homem-bomba matou 22 cristãos. De acordo com a Portas Abertas, mais de 120 cristãos iranianos foram presos desde dezembro, incluindo muitos que costumam se reunir em uma casa para culto.

O Oriente Médio inclui países como a Argélia, Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e também a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Os países do Sul da Ásia Central incluem o Afeganistão, Bangladesh, Butão, Índia, Quirguistão, Cazaquistão, Maldivas, Nepal, Paquistão, Sri Lanka, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

Quase todos esses países estão na Classificação de países por perseguição, exceto Israel, Líbano, Nepal e Cazaquistão.

O enviado especial seria nomeado pelo presidente e apresentaria um relatório ao presidente e ao secretário de Estado.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]