Os bispos americanos consideram as conclusões de um estudo sobre religião e vida pública como uma confirmação da identificação dos americanos com a religião. A pesquisa revela que uma ampla maioria dos americanos, cerca de 92%, crê em Deus.

O arcebispo de Washington, Dom Donald Wuerl, presidente da Comissão Episcopal de Evangelização e Catequese, comentou os resultados do Pew Forum on Religion & Public Life feito público nesta segunda-feira. A pesquisa foi realizada entre maio e agosto do ano passado e está baseada nas respostas de mais de 35 mil americanos adultos.

A pesquisa revela uma série de dados, incluindo a adesão à religião tradicional e a relação entre freqüência de culto e visão política. Mostra que uma ampla maioria dos americanos, cerca de 92%, crê em Deus ou em um espírito universal.

«A história testifica que a fé religiosa é muito importante para os americanos – comenta o arcebispo Wuerl –. Em cada conjuntura de nosso passado, os americanos recorreram a Deus em busca de guia, proteção e direção. Há uma clara identificação com a religião nos Estados Unidos que, para os católicos, reflete os esforços dedicados pelos sacerdotes, catequistas e professores em nossa história».

O estudo também afirma que 74% dos americanos crêem no céu e só 59% no inferno. Informa que 63% crê que a Escritura é a palavra de Deus. Outro 63% de pesquisados com filhos em casa dizem que oram e lêem a Escritura com seus filhos e 60% envia seus filhos a programas de educação religiosa.

O estudo também conclui que a maior parte dos americanos têm um enfoque não dogmático da fé e que a maioria dos afiliados a uma tradição religiosa estão de acordo em que há mais de um modo de interpretar o ensinamento de sua fé.

Em torno de 40% dos americanos vêem um conflito entre a sociedade moderna e a religião, e 42% que diz que Hollywood desafia seus valores.

O Pe. Brian Bransfield, especialista do Secretariado Episcopal de Evangelização e Catequese, refletiu sobre os números dizendo que «é difícil quantificar a enorme sêde de verdade entre as famílias e as pessoas de todas as idades, como demonstrou a resposta à recente visita do Papa Bento XVI aos Estados Unidos».

«Esta sêde é geralmente mal dirigida pelos efeitos do secularismo, centrado no individualismo e no consumismo», acrescenta, afirmando que a resposta da Igreja em todo caso é um «sempre renovado compromisso de reforçar os esforços catequéticos».

Fonte: Zenit