[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/right/bottom/smart/media.guiame.com.br/archives/2017/02/15/2809768452-juiz-federal-marcelo-bretas.jpg[/img]

Responsável pela prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e de Eike Batista, o juiz federal Marcelo da Costa Bretas é conhecido pela aplicação rigorosa das penas e repreensões aos réus baseadas nos princípios bíblicos.

A Bíblia Sagrada permanece sobre sua mesa e costuma ser citada nas sentenças, como a que decretou a prisão preventiva de Cabral. “‘Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque os criminosos não são castigados logo'”, escreveu o juiz, citando o trecho de Eclesiastes 8:11.

Diante da sentença, a defesa do ex-governador pediu o afastamento de Bretas, sob acusação de realizar julgamentos sob amparo religioso. O pedido foi negado.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Bretas frequenta a Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, próxima à sua casa, na praia do Flamengo. Embora colegas de trabalho e familiares do juiz reconheçam a importância da fé em sua vida, eles afirmam que a religiosidade não influencia seu julgamento.

“Ele sabe o que faz, está na briga para ganhar. Esperou a situação probatória estar mais consolidada para decidir. Não será fácil modificar decisão dele”, diz o procurador Cláudio Henrique Viana, que conheceu Bretas durante passagem pelo Ministério Público do Estado do Rio.

Bretas entrou na operação Lava Jato em novembro de 2015, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, separou do processo a parte que dizia respeito à empresa Eletrobras Eletronuclear, sediada no Rio.

Por sorteio, o caso caiu na 7ª Vara Federal Criminal, assumida por Bretas oito meses antes. Em seu primeiro dia de trabalho, o juiz deixou clara sua posição cristã. “No dia em que ele chegou, tirou a Bíblia da pasta e disse: esse é o principal livro dessa vara”, contou Fernando Pombal, diretor de secretaria da 7ª Vara. “É o que guia o espírito e a inteligência dele.”

Conhecido como o “Moro do Rio” (em referência a Sergio Moro), o juiz é o mais velho de uma família de quatro irmãos, que foram criados por pais evangélicos na Baixada Fluminense. Um de seus irmãos se tornou pastor.

[b]Fonte: Guia-me[/b]