Aos 22 anos, casado e extremamente religioso, o pentacampeão brasileiro de 2007, o volante Hernanes, do São Paulo, que vive o melhor momento da carreira, diz que sonha em ser pastor e que é possível viver longe da badalação da carreira e se dedicar à família.

Carros importados, relógios, pulseiras e colares de ouro: o sonho de nove entre dez jogadores de futebol que chegam a um grande clube e começam a fazer sucesso. Mas, no pentacampeão São Paulo, há quem faça muito sucesso com a torcida, mas que consegue manter a discrição.

Aos 22 anos e vivendo o melhor momento da carreira, o volante Hernanes mostra que é possível, sim, viver longe da badalação da carreira e se dedicar à família. Casado desde o ano passado e extremamente religioso, ele garante: “jogador não precisa ser malandro ou baladeiro para se dar bem”.

– O futebol atual exige muito profissionalismo. Eu nunca liguei para essas coisas caras que todo mundo usa. Aquela história de que todo bom jogador é malandro ou irreverente não existe mais – afirma Hernanes que, curiosamente, é fã do atacante Denílson e do volante Vágner, ambos ex-São Paulo, e marcados por polêmicas na carreira.

Natural de Recife, Hernanes chegou ao São Paulo aos 16 anos e garante que nunca se entregou à noite paulistana mesmo quando ainda atuava pelas categorias de base. Muito menos recebe assédio das “marias-chuteiras” neste momento da carreira.

– Eu nunca fui para uma balada. Só saía para ver algum show e sempre na companhia de amigos. Meu pai também é quieto. Acho que isso é herança dele. As mulheres também não me atacam. Eu não dou espaço para que isso aconteça, já que sou muito bem casado – ressalta.

Assíduo leitor da bíblia, Hernanes freqüenta a igreja Paz e Vida, em São Paulo, e admite ter usado as sagradas escrituras para conseguir se adaptar à vida na metrópole, sobretudo o salmo 37:5. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fara”.

– Quando eu cheguei em São Paulo, fiz alguns testes no Juventus, mas a incerteza era grande. Foi aí que passei a freqüentar a igreja e conheci esse salmo. Foi como descobrir um segredo. Fiz como está escrito e as coisas passaram a dar certo na minha vida – diz.

O volante, aliás, prefere se aprofundar nos ensimanetos. Para o futuro, o jogador sonha até em se tornar pastor. Mas esbarra em um probleminha…

– Minha voz é muito ruim. Não sei se ficaria bom. Mas tenho muita admiração por isso. É algo muito bonito e que eu penso realmente – revela.

Fonte: Globo Esporte