Evangélicos saíram em protestos contra a Marcha para Jesus, e alegam ter sido agredidos por pastores e membros da Igreja Renascer em Cristo, promotora do evento no Brasil, nesta quinta-feira.

O evento, que reúne diversas vertentes do Cristianismo evangélico, foi protestado por grupos que defendem o “Cristianismo Puro e Simples”, que lembra o título do livro cristão do autor CS Lewis.

Paulo Siqueira, teólogo e pastor da Igreja Quadrangular, é um dos organizadores do protesto e falou ao The Christian Post sobre a agressão que sofreu durante a Marcha.

O grupo fez protestos em outros marchas anteriores, e segundo Siqueira, todas as vezes houve agressão. “Eles atacam água na gente,… xingam,… sempre dessa forma”.

No momento da agressão, o pastor da Igreja Quadrangular afirmou que eles estavam parados segurando faixas que diziam: “Voltemos ao Evangelho Puro e Simples”, o “Show tem que parar.” Este ano eles fizeram outra faixa dizendo: “O Brasil não precisa de apóstolos” “chega de vergonha o amor e a graça de Deus nos basta”.

Segundo Siqueira, às 10:40h aproximadamente, eles foram surpreendidos por 5 homens, com porte de seguranças, “um deles com mais de dois metros”.

“Pegaram minha esposa pelo pescoço, começaram a pegar as faixas,… no chute e pontapé”.

Paulo Siqueira disse que conseguiu fotografar alguns dos agressores e foi dar queixa num posto policial. De acordo com ele, um dos agressores se identificou como pastor da Igreja Renascer, e todos vestiam a camiseta da marcha.

Eles estão protestando contra as questões polêmicas de fraude que envolvem a Igreja Renascer e pela pregação da teologia da prosperidade.

“Nós não concordamos com as formas doutrinárias da Igreja Renascer”, disse ele ao CP.

Entre os fatos polêmicos que envolvem a Igreja, ele citou: o fato de o apóstolo Hernandes, fundador da Renascer em Cristo, ter sido preso nos EUA, entrando com o dinheiro de forma fraudulenta; o acidente em que o teto de uma Igreja caiu sobre os fiéis, em que eles até o momento não foram indenizados e inúmeros processos no ministério público envolvendo questões como, o não pagamento de aluguel de Igreja e arrecadação de dinheiro de forma ilícita.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]