Nas entrevistas que concede, Fabíola costuma sempre citar Deus. A religião e a fé são duas coisas bastante presentes na vida da levantadora da seleção brasileira e do Sollys/Nestlé.

A explicação para isso vem de sua “segunda profissão”. Além de jogadora, ela também é pastora da Igreja Batista Palavra Profética, na cidade de Matozinhos, a 40 quilômetros de Belo Horizonte (MG).

A ligação com a religião, porém, não a acompanha desde sua juventude. Até os 22 anos, quando se converteu, Fabíola era [img align=left width=300]http://imguol.com/2012/04/03/fabiola-levantadora-da-selecao-e-pastora-de-igreja-posa-com-a-biblia-1333494792247_615x300.jpg[/img]”baladeira”. Independente da cidade que morava, costumava sair a noite e ingerir bebida alcoolica. “Eu aproveitei muito minha juventude. Saí, bebi, curti. Teve uma fase aqui em São Paulo que só Deus pra me salvar mesmo.. (risos)”, brincou a levantadora, em entrevista ao UOL Esporte. “Vim de família simples, comecei a ganhar meu salário. Então aproveitei mesmo, queria tudo de marca. Mas graças a Deus nunca me envolvi com droga”, completou.

A vida de Fabíola como jogadora, por si só, já é corrida, já que durante cinco meses disputa a Superliga feminina e depois se apresenta à seleção brasileira. Desde o ano passado, no entanto, ela tem se dedicado a vida de pastora, pregando para os fieis e seguidores de sua religião.

Fácil ela garante que não é. “Eu tenho que me dedicar ao vôlei, e nas folgas que tenho vou para lá, participo dos cultos, distribuo a palavra de Deus. Dou uma força para o meu marido (Alexandre), que é pastor e fica mais tempo na igreja”, disse a atleta, de 29 anos, que mora sozinha em um apartamento em Osasco – o marido e a filha moram em Minas.

Para Fabíola, que lidera as estatísticas como melhor da posição na Superliga feminina, a conversão a fez tornar-se uma jogadora profissional, já que se tivesse seguido na vida boêmia, de noitadas e baladas, o corpo não teria aguentado tanto esforço. “Eu já teria parado de jogar com certeza. Eu atribuo essa mudança a Deus, que me fez ver o voleibol de outra forma, de valorizar o esporte. Se não fosse Ele, não teria chegado até onde cheguei, não teria disputado a final de um Mundial, de Superliga..”.

Na competição nacional, a levantadora disputará sua primeira decisão da carreira como titular. Recentemente, o Sollys/Nestlé classificou-se para a 11ª final consecutiva, e aguarda o adversário da partida única, que acontecerá no dia 14 de abril. Unilever e Vôlei Futuro estão empatados em 1 a 1 e decidem o segundo finalista na sexta-feira.

[b]Fonte: UOL[/b]