Um ex-aluno armado abriu fogo e matou sete pessoas na manhã de ontem, em uma escola coreana de estudos cristãos, em Oakland, na Califórnia (EUA). Outras três pessoas ficaram feridas.

O suspeito, identificado como One Goh, 43, foi detido num shopping a quilômetros de distância da escola. De acordo com Johnna Watson, porta-voz do Departamento de Polícia, ele tem ascendência asiática e vestia roupas na cor cáqui.

O fundador da Oikos University, pastor Jong Kim, disse ao jornal “Oakland Tribune” que o atirador era seu ex-aluno, mas não sabia se havia sido expulso ou desistido por conta própria.

Oikos é uma escola independente, não credenciada pelo Departamento de Educação dos EUA. Tem cerca de cem alunos em cursos que vão de enfermagem e inglês a estudos da Bíblia. No site, diz treinar “homens e mulheres para a liderança cristã”.

Angie Johnson, que ajudou uma das vítimas, disse ao jornal “SF Gate” que o atirador estava em uma aula de enfermagem e, por volta das 10h, atirou à queima-roupa no peito de um estudante antes de abrir fogo contra todos.

A vítima que ela socorreu havia levado um tiro no braço direito e lhe disse que “ele parecia louco o tempo todo, mas ninguém sabia quão longe ele poderia ir”.

Em uma hora, enquanto estudantes e professores tentavam fugir, unidades da Swat cercaram a escola.

O massacre acontece apenas um mês após um estudante em Ohio atirar na lanchonete de seu colégio e matar três estudantes. O pior crime do gênero nos EUA aconteceu há quase cinco anos, quando o estudante coreano Seung-Hui Cho matou 32 e feriou outras 25 pessoas na Universidade Virginia Tech.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]