O bispo de Durham, Justin Welby, um ex-executivo da indústria petrolífera, foi nomeado nesta sexta-feira como novo arcebispo de Canterbury, cargo máximo da Igreja Anglicana.

“Downing Street (sede oficial do governo britânico) tem o prazer de anunciar o nome de Justin Welby como o 105º arcebispo de Canterbury”, anunciou um comunicado emitido por autoridades britânicas nesta sexta-feira. A nota está disponível na página oficial da Igreja da Inglaterra na internet.

A Igreja Anglicana está atualmente dividida quanto a questões polêmicas, como a ordenação de mulheres como sacerdotes e o casamento gay.

Welby, 56, foi bispo da região de Durham, no noroeste da Inglaterra, durante pouco mais de um ano. Em sua experiência na indústria petrolífera, ajudou a resolver alguns conflitos na África. Rowan Williams, seu antecessor em Canterbury, deve se afastar do cargo até dezembro.

Welby tornou-se clérigo apenas nos anos 1990, mas teve rápida ascensão na Igreja Anglicana. Tornou-se deão de Liverpool em 2007 e em novembro passado chegou ao posto de bispo. Mesmo com pouco tempo na vida religiosa, superou outros candidatos que já são bispos há mais de 20 anos.

Com experiência em negócios, foi escolhido para participar de uma comissão parlamentar instaurada neste ano para averiguar os padrões éticos das instituições bancárias do Reino Unido.

Ele se tornará o 105º arcebispo de Canterbury. Williams, prestes a deixar o cargo, recomendou que tenha profundo interesse pela mídia. Em Auckland, afirmou que o sucessor deve rezar “com uma Bíblia em uma das mãos e um jornal na outra”.

O atual arcebispo espera aprovar ainda neste mês a possibilidade de mulheres se tornarem bispos na Igreja Anglicana, uma das propostas mais polêmicas de seu período como líder religioso. O período de Williams à frente da igreja é marcado pela defesa do casamento gay.

A Igreja Anglicana se tornou uma religião independente em 1534, após um rompimento com a Igreja Católica. A cisão se deveu ao fato de o rei Henrique 8º querer se divorciar de Catarina de Aragão, algo que o papa Clemente 7º não aceitava. Estima-se que hoje existam cerca de 80 milhões de anglicanos ao redor do mundo.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]