Mais de um ano depois, a modelo Valéria Valenssa desabafa: achou injusta a forma como foi dispensada pela Rede Globo, não estava preparada para deixar de ser a mulata símbolo do Carnaval na emissora e passou por um período de reflexão.

As respostas para suas perguntas, ela encontrou na Igreja Universal do Reino de Deus, que freqüenta semanalmente em Botafogo.

“A gente acha que já está preparado para tudo na vida. Mas minha saída foi inesperada. Eles optaram por escolher outra e ponto final”, lembra Valéria, 35 anos, 14 deles como a mulata Globeleza.

A musa conta que, depois do nascimento do caçula, hoje com 2 anos e 7 meses, foi comunicada de que não faria as vinhetas do Carnaval 2005. Sua última participação seria naquele ano de 2004, no qual Giane Carvalho foi selecionada para o posto. Este ano, a titular foi outra: Aline Aniceto.

“Tinha planejado fazer mais uma vez no ano seguinte, mas nunca quis cair no ridículo. Depois que se tem filho, as coisas mudam. Mas, da maneira como a Globo me mandou embora, não foi justo. Foi muito precipitado. Fazer um trabalho por 14 anos, sendo admirada, é insubstituível. Você nasce com carisma para isso. Não se compra”, disse.

Valéria Valenssa reconhece que hoje não se sacrificaria como fez para a última aparição como Globeleza, em 2004. Por vaidade, admite, se submeteu a tratamento ortomolecular para perder em dois meses os últimos 10kg que faltavam para voltar ao peso antes da gravidez – ganhou 27 kg -, submeteu-se a lipoaspiração e pôs implante 260 ml de silicone.

“Nunca fui neurótica de querer botar prótese. Curti a gravidez. Mas então eles me chamaram para uma última vez (como Globeleza). Fiz coisas que não faria hoje”, confessa.

Valéria comemora o fato de ter aproveitado os 14 anos em que manteve a forma naturalmente. “Graças a Deus, passei por aquele período de freqüentar escola de samba em roupas muito curtas. Mas a gravidez me deixou mais madura”, afirma, sugerindo que sua volta à Sapucaí, em 2007, será em trajes menos diminutos. Ser cristã, garante, não a impede de trabalhar como bailarina e modelo.

Fonte: Jornal Nortão