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O ex-presidente americano Jimmy Carter terminou seu tratamento contra o câncer e não está mais tomando remédios, informou sua porta-voz neste domingo (6).

Em agosto do ano passado, Carter, 91, foi diagnosticado com um melanoma que havia se espalhado para seu cérebro, tendo que se submeter a um tratamento de radioterapia e remédios. Em dezembro, ele anunciou que sua mais recente ressonância não havia mostrado sinais de câncer em seu cérebro.

Segundo a porta-voz Deanna Congileo, entre agosto de 2015 e fevereiro deste ano, o ex-presidente fez uso do recém-lançado medicamento Keytruda, que ajuda o corpo a destruir células cancerígenas. A partir de agora, no entanto, o remédio não será mais necessário.

Ainda assim, segundo Congileo, os médicos continuarão monitorando a saúde de Carter para assegurar que o câncer não retorne.

Como em outras ocasiões, o ex-líder anunciou as boas novas, neste domingo (6), primeiro para a congregação da Igreja Batista Maranatha, em Plains, a cidade onde reside, no Estado da Geórgia.

[b]TRAJETÓRIA[/b]

Carter esteve à frente da Casa Branca entre 1977 e 1981, eleito pelo Partido Democrata.

Apesar da ênfase nos direitos humanos e na solução diplomática de conflitos internacionais, sua Presidência ficou marcada por eventos negativos, como a recessão econômica nos EUA e a crise dos reféns na embaixada americana em Teerã (1979-1981).

Até antes do diagnóstico, o ex-presidente mantinha-se ativo, com frequentes viagens ao exterior, participando das atividades do Centro Carter, dedicado aos direitos humanos. Uma das principais ações da entidade é fiscalizar eleições ao redor do mundo.

O ativismo valeu a Carter o prêmio Nobel da Paz de 2002. Ao justificar a escolha, o comitê afirmou que levou em conta “décadas de incansável esforço para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, avançar a democracia e os direitos humanos e promover o desenvolvimento econômico e social”.

[b]Biografia[/b]

Jimmy Carter nasceu em uma família batista, que viveu no estado da Geórgia por gerações. Seu bisavô, Private L.B. Walker Carter (1832–1874), serviu ao Exército dos Estados Confederados, que defendia a causa escravagista. Sendo oriundo de uma família sulista tradicional, ela tinha interesses no setor agrícola e plantadora de amendoins – negócio no qual ele prosperaria .

Após se formar pela Academia Naval de Annapolis em 1946, casou-se com Rosalynn Smith, depois Rosalynn Carter. Deste matrimônio nasceram quatro filhos: John William (Jack), James Earl II (Chip), Donnel Jeffrey (Jeff) e Amy Lynn.

Jimmy Carter iniciou sua carreira servindo em vários conselhos locais, que rege as entidades como escolas, hospitais e bibliotecas, entre outros. Na década de 1960, ele cumpriu dois mandatos no Senado da Geórgia a partir do décimo quarto distrito da Geórgia. Foi governador do seu estado natal, de 1971 a 1974.

James Earl “Jimmy” Carter, Jr. é um político e ex-militar norte-americano – tendo sido o 39° presidente dos Estados Unidos e vencedor do prêmio Nobel da Paz de 2002, o único presidente de seu país a ter vencido o prêmio após deixar o cargo.

[b]Fonte: Folha de São Paulo e UOL[/b]

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