O cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi secretário particular do papa João Paulo 2o, voltou a pedir pela imediata santificação do pontífice, alegando que o procedimento normal é estreito demais para um homem cujas boas ações espalharam-se por todo o planeta.

O papa Bento 16 já acelerou o processo de santificação de João Paulo 2o, dando início à beatificação logo depois de sua morte, em abril de 2005, em vez de esperar os cinco anos recomendados pela Igreja.

Mas o cardeal Dziwisz disse ao jornal polonês Dziennik que a Igreja deveria pular também essa etapa e transformá-lo em santo já.

A beatificação torna a pessoa sujeita à veneração em alguns lugares, e a santificação aplica-se ao mundo todo. No caso de João Paulo 2o, esses lugares seriam Roma e Cracóvia, no sul da Polônia.

Dziwisz, que atualmente é arcebispo de Cracóvia, afirmou que “João Paulo 2o pertence ao mundo todo.”

“Não queremos dar ordens ao Santo Padre”, disse ele, referindo-se ao papa Bento 16, a única pessoa que pode fazer tal exceção ao processo de santificação da Igreja Católica.

A campanha pela santificação de João Paulo 2o começou logo após a sua morte, quando as multidões gritaram “santo subito” (santo já) no enterro.

O processo de beatificação deve concluir sua fase inicial de pesquisa no mês que vem, fato que pode explicar a declaração de Dziwisz.

Slawomir Oder, o padre polonês responsável por defender a beatificação de João Paulo 2o, disse duvidar que o papa pule a etapa da beatificação.

“Não sei de nenhum caso em que isso tenha sido feito na história moderna da Igreja”, disse ele ao jornal.

Dentro dos procedimentos de beatificação, a Igreja está investigando a cura de uma freira francesa cujos sintomas do mal de Parkinson desapareceram depois dela ter rezado para o papa.

Para ser beatificado, a pessoa tem de ter um milagre atribuído a sua intervenção. Um segundo milagre é necessário para que a santificação aconteça.

Fonte: Reuters